Sudão do Sul: surto de violência aumenta risco de “catástrofe de fome”
BR

16 julho 2016

Avaliação é da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO; chefe da ONU se reuniu com líderes africanos sobre situação no país; Ban Ki-moon está Ruanda, onde ocorre Cúpula da União Africana.

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

O secretário-geral da ONU se reuniu em Ruanda com diversos líderes africanos sobre a situação no Sudão do Sul. Ban Ki-moon está em Kigali onde ocorre a Cúpula da União Africana.

O chefe da ONU deve se encontrar com outras autoridades presentes ao evento antes de viajar ao Quênia, no domingo. Em Nairóbi, Ban vai abrir 14ª Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento, Unctad14.

Fome

Neste sábado, a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, alertou que milhões de pessoas que estão enfrentando a fome no Sudão do Sul serão levadas “à beira da catástrofe” se novas ondas de violência comprometem o “frágil processo de paz”.

Segundo a agência da ONU, o custo humano dos recentes combates na capital Juba será agravado pelo aprofundamento da fome em todo o país se a paz não se sustentar.

Desnutrição

A avaliação mais recente da FAO, divulgada no mês passado, mostrou que mais de 4,8 milhões de pessoas estavam em situação de insegurança alimentar grave no Sudão do Sul e com altas taxas de desnutrição.

O documento projetou escassez de alimentos nos próximos meses e alertou para crises de fome em partes do país.

Retorno à Estabilidade

Para o diretor-geral da FAO, José Graziano da Silva, um retorno à estabilidade e a continuação do processo de paz são essenciais para permitir a produção agrícola e a abertura dos mercados.

Graziano da Silva lembrou que “paz e segurança alimentar são dois lados da mesma moeda”.

Violência

A FAO está avaliando a total extensão das perdas ocorridas após a violência da semana passada quando seu armazém em Juba foi saqueado.

No local havia suprimentos, como sementes e ferramentas, para ajudar pessoas em situação de insegurança alimentar em todo o país.

Mais de 270 pessoas morreram durante os recentes combates em Juba, os mais violentos na capital desde 2015.

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