Candidatos a secretário-geral contam ao mundo suas propostas para ONU (Parte 1)
BR

13 julho 2016

Debate acontece ao vivo, direto da Assembleia Geral das Nações Unidas; evento é transmitido pela TV, internet e pode ser acompanhado pelas redes sociais.

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

Pela primeira vez na história das Nações Unidas, os candidatos ao cargo máximo da organização estão participando de um debate ao vivo, transmitido pela TV e internet.

O evento será dividido em dois segmentos, com cinco candidatos cada. Direto da Assembleia Geral da ONU, eles recebem perguntas dos jornalistas da Al Jazeera, James Bays e Folly Bah Thibault, moderadores do evento, de diplomatas presentes na sala e da sociedade civil.

Croácia e Portugal

“Por que você quer ser o próximo secretário-geral da ONU?” foi a primeira pergunta respondida pelos candidados que participaram do debate.

A vice-presidente do Parlamento croata, Vesna Pusic, afirmou que em “toda a sua vida, os temas de paz, desenvolvimento e direitos humanos tiveram um papel central para ela”.

Já António Guterres, ex-alto comissário das Nações Unidas para Refugiados e ex-primeiro-ministro de Portugal declarou ser candidato por acreditar que a ONU seja “o lugar onde pode melhor ajudar a reduzir o sofrimento humano e oferecer melhores oportunidades para as pessoas”.

Argentina, Sérvia e Moldávia

Segundo Susana Malcorra, ministra das Relações Exteriores da Argentina, “para atender às expectativas do mundo, as Nações Unidas precisam de um secretário-geral com a coragem de liderar, a humildade de ouvir e prontidão para parcerias”. Malcorra disse acreditar “ser essa pessoa”.

O ex-ministro das Relações Exteriores da Sérvia, Vuk Jeremic, declarou que este não é o momento para retórica, mas sim para “ação decisiva”, mencionando seu plano com “53 compromissos concretos” que pretende implementar “desde o primeiro dia” caso seja escolhido para o cargo.

Natalia Gherman, ex-vice-primeira ministra e ex-ministra das Relações Exteriores da Moldávia afirmou ser candidata ao posto de chefe da ONU por acreditar no “compromisso da humanidade para ação coletiva por uma vida melhor para todos”.

Redes Sociais

No segundo segmento do debate participam outros cinco candidatos: Helen Clark, da Nova Zelândia, Danilo Turk, da Eslovênia, Christiana Figueres, da Costa Rica,  Igor Luksic, de Montenegro e Irina Bokova, da Bulgária.

Dois candidatos não puderam comparecer do evento em Nova York: Srgjan Kerim, da ex-República Iugoslava da Macedônia, e Miroslav Lajcak, da Eslováquia.

Acesse o debate pela TV ONU.  Também é possível seguir o debate pelo Twitter com a hashtag #UNSGcandidates.

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