ONU fala de obrigações de direitos humanos num mundo conectado

12 julho 2016

Secretário-geral disse que o tipo de princípios é fundamental para a paz e a prosperidade; organização investe para um maior foco na prevenção ao invés de reação para fim de abusos.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

As Nações Unidas juntam dezenas de organizações, da sociedade civil, de grupos de reflexão e do setor privado num debate temático de alto nível sob o lema Direitos Humanos no centro da Agenda Global.

No evento, que decorre até quarta-feira, o secretário-geral, Ban Ki-moon, disse que os princípios fundamentais têm um lugar importante num planeta onde as pessoas estão interligadas.

Paz e Prosperidade

Para o chefe da ONU, num “mundo profundamente conectado”, os Estados-membros têm o interesse comum em promover os direitos humanos individuais e coletivos como base para a paz e a prosperidade globais.

Ban revelou que em grande parte do mundo ocorre um “progresso enorme” nas áreas económicas, sociais, culturais, civis e políticas.

Segundo ele, isso para muitos significa “maiores oportunidades e certas proteções que prolongam a expectativa de vida, melhoram os padrões e oferecem a esperança de um futuro melhor”.

Mas revelou que, ao mesmo tempo, o racismo e a falta de habitação aumentam na Europa, vive-se a violência organizada em áreas da América Latina, continua o conflito no Médio Oriente além da marginalização económica, social e política que afeta milhões de pessoas na Ásia.

Liberdades

Ban disse haver governos que “claramente limitam a capacidade das pessoas de exercer os seus direitos, atacando as liberdades fundamentais e desmantelando instituições judiciais” que limitam o poder executivo.

Ban falou também de autoridades que “detém e prendem” os defensores dos direitos humanos e reprimem a sociedade civil e as ONGs  impedindo-as de realizar o seu trabalho.

Deslocados

O chefe da ONU disse que o respeito pelas leis internacionais dos direitos humanos e humanitárias estão a ser corroídas, numa altura em que o mundo tem o maior número de deslocados pelo conflito desde a Segunda Guerra Mundial.

Ao citar a guerra na Síria, Ban disse que a “carnificina começou com uma repressão brutal a manifestantes pacíficos com queixas legítimas. Após cinco anos, “morreram centenas de milhares de pessoas, a economia está em ruínas e a região em chamas”. Ele disse ainda que continuam abusos contra civis.

Prevenção e Reação

Ban mencionou que há mudanças na forma como a ONU pensa e age com a sua iniciativa Direitos Humanos em Primeiro Lugar , que muda as práticas operacionais para que tenham foco na prevenção ao invés de reação.

Ban disse que trazer os direitos humanos no topo da tomada de decisões exige o empenho total dos Estados-Membros, porque podem mudar as vidas para o melhor.

 

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