Ban fala em “dever moral urgente” para prevenir e combater terrorismo
BR

1 julho 2016

Encontro na Assembleia Geral está fazendo revisão da Estratégia Global Contraterrorismo; documento foi adotado há 10 anos.

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

As Nações Unidas têm um “dever moral urgente” de fazer todo o possível para “prevenir e acabar com essa carnificina”, disse o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, na abertura da 5ª revisão da Estratégia Global Contraterrorismo da organização.

O encontro, na sede das Nações Unidas, em Nova York, começou na quinta-feira e terá duração de dois dias. A estratégia é instrumento global adotado pela Assembleia Geral da ONU em 2006 para aumentar as ações nacionais, regionais e internacionais para combater o terrorismo.

Flagelo

Ban enfatizou os que índices sem precedentes de terrorismo e extremismo violento em uma escala global exigem a implementação equilibrada dos compromissos feitos.

Ele pediu que a comunidade internacional aja com união e determinação para abordar este “grande flagelo do nosso tempo”.

Para o secretário-geral, “ação coletiva preventiva contra o terrorismo, no espírito da Carta das Nações Unidas, é a única forma de assegurar paz e prosperidade para as próximas gerações”.

Desafios Imprevistos

Embora tenha havido progresso na implementação da estratégia adotada há 10 anos, Ban citou “desafios imprevistos” com mudanças no cenário de terrorismo global desde então.

Ele fez referência a tecnologias de informação que espalham ideologias extremistas violentas “venenosas”, a disponibilidade fácil de armas, a fluxo de combatentes terroristas estrangeiros atravessando fronteiras e grande atenção da mídia.

Para o secretário-geral, estes itens contribuiram para a criação de um ambiente onde terroristas tomaram controle de territórios, recursos e populações no “turbilhão de conflitos prolongados, espaços sem governo e terrorismo”.

Sem Passaporte

Ban afirmou que o terrorismo “transcende fronteiras culturais e geográficas”, “afeta todos os países” e não pode ser “associado com nenhuma religião, nacionalidade ou grupo étnico”.

Ele destacou a necessidade de uma abordagem sistemática de prevenção aos motores do extremismo violento, como explicado em seu Plano de Ação para Prevenir o Extremismo Violento.

O chefe da ONU também expressou preocupação com o crescimento, em muitos países e regiões, de ódio a muçulmanos, antisemitismo, xenofobia, homofobia e racismo.

O presidente da Assembleia Geral, Mogens Lykketoft, também falou na abertura do encontro. Ele destacou que as consultas sobre a estratégia global contraterrorismo eram uma “oportunidade única” de discutir como tornar a ONU mais “relevante e capaz na resposta ao terrorismo”.

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