Angola deve contar com jovens ao passar a país de renda média, diz economista

1 julho 2016

Plano de transição angolana tem apoio do Pnud; especialista disse à Rádio ONU que melhor economia e qualidade de vida das populações devem ser resultado do êxito de estratégia.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Uma economista do Programa da ONU para o Desenvolvimento, Pnud, mantém contactos com Angola para apoiar no desenho da estratégia sobre a graduação do país da categoria de menos avançado para país de rendimento médio.

Há quatro meses, a Assembleia Geral das Nações Unidas deu luz verde às autoridades angolanas para prepararem um plano de "transição suave" para os próximos cinco anos. Angola tem mais de 25,7 milhões de habitantes com uma média de 21 anos.

Processo 

Em Luanda, a especialista do Pnud, Glenda Gallardo, revelou que a juventude de Angola tem um potencial que pode ser melhor aproveitado na nova etapa de desenvolvimento.

"Precisa ter uma estratégia de diversificação que seja intensiva. Para isso é necessária capacitação, treinamento e todas as populações de Angola devem ter formação. A juventude tem que ter acesso ao ensino médio e vocacional que possa ajudá-la a incorporar-se nos processos produtivos. Isso é bom para Angola, não só no sentido económico mas no sentido social e na governança."

Para Gallardo é essencial que o resultado final da nova estratégia tenha reflexo no orçamento e no plano nacional. Ela destacou como várias partes dentro e fora do país podem colaborar nesse processo.

"Nas novas negociações de Angola com parceiros comerciais, nos investimentos e na propriedade intelectual. As organizações internacionais têm relevância para contribuir para o país. É um momento-chave para a história do país e hoje temos que ter um compromisso e apoiar Angola, não só a nível de indicadores económicos mas também a nível da qualidade de vida dos seres humanos."

Nova Etapa

Entre as medidas para tornar a economia angolana menos dependente do petróleo, a economista ressalta apostas para o aumento da produção agrícola e industrial. Uma das sugestões é que se dê prioridade a despesas e a um plano com alvos concretos para obter bons resultados.

Petróleo

Em junho, o Fundo Monetário Internacional, FMI, declarou que a previsão para a economia angolana "continua difícil" para este ano. O crescimento deve desacelerar mais apesar do aumento do preço do petróleo observado nas últimas semanas, depois de ter atingido 3% do ano passado.

De acordo com o Banco Mundial, as exportações do recurso nos últimos 10 anos representaram, em média, 97% do que o país vendeu para o exterior.

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