ONU entrega à Libéria responsabilidade total pela segurança

30 junho 2016

Medida marca última etapa da missão das Nações Unidas no país; operação de paz atuou quase 13 anos na nação da África Ocidental; contingente com limite de 15 mil homens já foi um dos maiores do mundo.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O governo da Libéria assumiu completamente as suas responsabilidades de segurança nacional, que antes estavam a cargo da Missão das Nações Unidas no país, Unmil.

Esta quinta-feira, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, homenageou a determinação do povo e das autoridades liberianas pela paz duradoura após o  fim do conflito que levou ao envio da Unmil em outubro de 2003.

Manutenção da Paz

O chefe da ONU destaca ainda que a melhoria contínua da segurança e da estabilidade permitiu que a ONU chegasse à fase final dos seus esforços de manutenção da paz no país africano.

Ban cita o papel de parceiros como a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, a União Africana e a União do Rio Mano no apoio para consolidar a paz, a segurança e a estabilidade na Libéria.

Recrutamento

A nota cita ainda a atuação conjunta para combater o ébola e as contribuições com tropas e polícias dadas por parceiros bilaterais e organizações multilaterais que para Ban "facilitaram as realizações consideráveis da missão".

Com o fim da guerra entre fações armadas, em 2003, o exército foi dissolvido. O acordo de paz previa o recrutamento e treino de novos soldados e polícias com o apoio internacional.

O contingente da que foi conhecida como uma das maiores missões do mundo podia ter até 15 mil homens e envolveu nações como Nigéria, Gana, Gâmbia, Senegal, Quénia, Namíbia, Tanzânia, Irlanda, China, Paquistão, Bangladesh, Jordânia e Índia.

Conflito

Em maio passado, o Conselho de Segurança adotou o fim do embargo de armas a grupos não estatais na Libéria, a última medida punitiva declarada na sequência do conflito.

Ban termina a sua nota com um pedido aos vários parceiros para que continuem envolvidos na assistência para a consolidação da paz na Libéria.

O chefe da ONU disse que o fim da transição na área de segurança dentro do tempo previsto é um marco importante no processo de paz.

Ele destaca ainda que a medida é testemunho do trabalho árduo do povo liberiano para erguer uma nação baseada na paz, na estabilidade, aos direitos humanos, na democracia e no Estado de direito.

 

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