Febre amarela: OIM ajuda a reforçar controlo nas fronteiras RD Congo-Angola

29 junho 2016

Ministério congolês confirmou 1.044 casos suspeitos e pelo menos 67 mortes devido à epidemia; agência parceira da ONU defende treino e equipamento urgentes para autoridades de saúde nos limites entre os dois países.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.*  

A Organização Internacional para Migrações, OIM, trabalha com as autoridades fronteiriças da República Democrática do Congo, RD Congo, num plano para combater a febre amarela.

A agência disse que a doença continua a ganhar terreno em território congolês desde que começou o surto em Angola em dezembro passado. Pelo menos 345 pessoas perderam a vida em território angolano.

Epidemia

Há uma semana, as autoridades sanitárias congolesas declararam a epidemia da febre amarela após terem confirmado 1.044 casos suspeitos e pelo menos 67 mortes à Organização Mundial da Saúde, OMS.

A agência parceira da ONU formou 25 oficiais de saúde seleccionados em 10 dos maiores portos fronteiriços congoleses que incluem o Aeroporto Internacional de Njili de Kinshasa, o principal do país.

A meta da formação foi melhorar a compreensão sobre o controlo e a resposta às doenças, além de abordar regras sanitárias internacionais. Com a ação, os participantes devem saber gerir os fluxos migratórios em surtos e registar casos suspeitos da doença.

Rapidez

As províncias congolesas mais afetadas pela febre amarela na RD Congo são Kinshasa, Bas-Uélé, Cuango Tshuapa e Kongo Central.

O chefe da OIM na RD Congo, Jean-Philippe Chauzy, disse que a migração entre Angola e a RD Congo requer uma intervenção rápida para garantir que as autoridades de saúde na fronteira estejam formadas e equipadas. A ideia é identificar e fazer o encaminhamento dos casos suspeitos para conter a propagação da doença.

 

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