Timor-Leste investe na língua portuguesa também como afirmação política
BR

28 junho 2016

Ministro da Administração Estatal, Dionísio Babo Soares, diz que o trabalho de seu país à frente da presidência rotativa da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, Cplp, despertou interesse de outras nações asiáticas para acompanhar o bloco como membros observadores.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

O ensino da língua portuguesa tem crescido no Timor-Leste desde a restauração da independência do país em 2002.  Há poucos anos, o país formou a primeira turma de estudantes que fizeram todo o ensino fundametal em português.

O idioma é língua oficial no Timor ao lado do tétum. E muitos políticos e funcionários públicos tiveram que aprender português, depois de adultos, para servir ao país em diferentes capacidades após o referendo que levou à separação do Timor da vizinha Indonésia.

Quatro continentes

Um desses casos é o do ministro da Administração Estatal, Dionísio Babo Soares, que começou aprender português, de forma sistemática, em 1999.

Nesta entrevista à Rádio ONU, o ministro explica que falar português no Timor-Leste hoje é também uma maneira de contribuir para a afirmação política do país e integrar a jovem nação asiática à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, Cplp, presente em quatro continentes.

“Somos o único país no sudeste asiático que fala português. Historicamente, já tínhamos ligado com essa língua por volta de 500 anos. Isto é um facto que não se pode negar. Culturalmente, e emocionalmente posso dizer, Timor-Leste tem à maneira de viver, de conviver mundo afora, muitas semelhanças que também se encontram noutros países de língua portuguesa.”

Interesse

O ministro timorense afirmou que seu país também ajuda a promover o português como língua global.

“Essa língua também pra nós foi uma língua que ajudou a internacionalizar o problema de Timor-Leste pelo mundo afora. E também com os países irmãos que são parte da Cplp e que estão ligados também pela língua. Nós os timorenses podemos ajudar e contribuir a disseminar ou internacionalizar esta língua naquela parte do mundo. E também ajudar a comunidade da Cplp na Ásia e outras partes do mundo.”

O ministro Babo Soares contou que desde que o Timor-Leste assumiu a presidência rotativa da Cplp, alguns países asiáticos mostraram interesse em se associar ao bloco como observadores também por causa dos laços de cooperação com o Timor.

 

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