ONU investiga assassinato de polícia da missão na República Centro-Africana

27 junho 2016

Missão das Nações Unidas apura factos em volta do ato ocorrido na capital Bangui; corpo do membro do batalhão do Senegal foi encontrado no principal hospital da cidade depois de levar tiros.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A Missão das Nações Unidas na República Centro-Africana, Minusca, investiga a morte de um polícia da força de paz no país, ocorrida na sexta-feira na capital Bangui. O objetivo é reunir provas sobre o que a missão chama de "crime deplorável".

O elemento das forças da ONU foi alvejado por tiros de homens armados não identificados.

Crime

Logo a seguir ao ato, a Minusca disse ter sido alertada e organizou buscas na cena do crime em coordenação com as forças de segurança nacionais. O corpo foi encontrado no Hospital Central de Bangui, em circunstâncias ainda não esclarecidas.

Falando à Rádio ONU da capital centro-africana, o comandante da Polícia da ONU na Minusca, Luís Carrilho, disse que a vítima era do contingente do Senegal.

Exéquias

"Neste momento estamos a fazer os procedimentos. Também a nível interno há uma investigação, como acontece  cada vez que há um incidente grave. Estamos a envidar todos os esforços para que os procedimentos sejam respeitados para que o nosso camarada que caiu morto em Bangui, seja enviado ao seu país de origem, o Senegal, para as exéquias fúnebres em paz. "

Na nota, a Minusca condena o ato "nos termos mais fortes" e reitera que o ataque a um defensor da paz pode ser considerado um crime de guerra.

O representante especial do secretário-geral das Nações Unidas no país, Parfait Onanga-Anyanga, declara que da parte da operação de paz "tudo será feito para encontrar os responsáveis pelo ataque e para que estes sejam levados à justiça."

O enviado termina a nota a endereçar condolências aos mais próximos e à família da vítima.

 

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