ONU alerta sobre a piora da situação de 70 mil somalis afetados pelas cheias

27 junho 2016

Agências humanitárias estão apreensivas com retorno de milhares de pessoas a locais sem condições de habitação; alimentos subiram para o dobro em poucas semanas; apoio internacional inclui reabilitação de infraestruturas.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Escritório da ONU para Assistência Humanitária, Ocha, revelou que várias agências estão preocupadas porque nos próximos meses pode piorar a situação de insegurança alimentar nas áreas afetadas pelas cheias na Somália.

Nas últimas semanas, o custo dos cereais duplicou e a porção mínima chegou a atingir uma média de US$ 1,5. A próxima safra está prevista para agosto.

Parceiros

Quase 70% dos 70 mil afetados pelas cheias ao longo do rio Shabelle começaram a voltar para suas casas de acordo com parceiros humanitários.

No entanto, alguns continuam deslocados devido à destruição dos abrigos e da inundação de infraestruturas de saneamento.

O regresso dos deslocados às suas casas é impulsionado, em parte, pelo início da estação seca e pela entrega de ajuda alimentar nas zonas de destino. Na área de Belet Weyne, várias agências reabilitam infraestruturas danificadas.

A reparação inclui aterros no rio para mitigar o impacto das inundações futuro.

Hospital

Parceiros estão a intensificar a resposta para os afetados pelas cheias do Shabelle, que danificaram culturas em Belet Weyne e em zonas vizinhas, além da infraestrutura no hospital local.

O país tem um total de 1 milhão de pessoas carentes de auxílio humanitário e 3,7 milhões de necessitados de apoio alimentar. Cerca de 305 mil crianças com menos de cinco anos sofrem de malnutrição aguda.

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