A lusofonia tem facilidade de adaptar-se ao que é diferente, diz embaixador

23 junho 2016

Representante de Portugal junto às Nações Unidas afirma à Rádio ONU que a fácil integração a ambientes diversos é um ativo da cultura lusófona e deve ser posta “a serviço da humanidade”; diplomata foi entrevistado sobre a cooperação portuguesa às operações de paz da organização.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Falar português e ser originário de um ambiente lusófono são ativos em relações diplomáticas e interculturais.  Esta é a opinião do embaixador de Portugal junto às Nações Unidas, Álvaro Mendonça e Moura.

Numa entrevista à Rádio ONU sobre a cooperação de seu país às missões de paz das Nações Unidas, o embaixador destacou traços da cultura lusófona que facilitam a adaptação a ambientes distintos. Para o diplomata, este é um aspecto positivo para a cooperação com outras partes do mundo.

Capacetes-azuis

Em novembro, Portugal enviará um avião C-130 para a Missão da ONU no Mali, Minusma.  Esta á e a segunda que vez que a nação europeia colocará o avião a serviço das tropas das Nações Unidas no país.

Portugal contará com 68 militares entre tripulação e pessoal de logística. São 25 elementos a mais que da primeira vez em que o avião foi cedido à Minusma.

Ao ser perguntado sobre o aumento do contingente e consequentemente o crescimento informal da língua portuguesa na missão, o embaixador ressaltou a facilidade de integração de capecetes-azuis portugueses. 

Cinco países

“A língua portuguesa. E eu creio, que uma facilidade particular que os lusófonos têm para contactar com outras pessoas. Com pessoas que são diferentes de nós. E eu acho que nós temos no nosso mundo lusófono, essa capacidade de facilmente nos integrarmos em ambientes muito diversos dos nossos. E temos que pôr isso ao serviço da humanidade.”

A cooperação portuguesa à Missão da ONU no Mali é parte de um grupo de ação que conta com mais quatro países:  Bélgica, Dinamarca, Noruega e Suécia.

O acordo de cooperação deve durar 2,5 anos. Cada nação europeia oferecerá a aeronave à Minusma por seis meses. Segundo o embaixador Álvaro Mendonça e Moura, a colaboração entre os cinco países deve deixar a operação final muito mais barata.

 

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