ONU vê mais espaço para ajudar a superar crise na economia de Angola

21 junho 2016

Coordenador residente da organização no país sublinha apoio ao desenvolvimento humano; parceria pretende diminuir dependência das exportações de petróleo nos próximos cinco anos.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O representante das Nações Unidas em Angola, Paolo Balladeli, disse haver espaço para apoiar o país a ultrapassar a crise provocada pela queda dos preços de petróleo.

Nos últimos dois anos, o crescimento económico angolano desacelerou até atingir 3% em 2015. A queda também foi impulsionada por uma forte redução da atividade no setor não petrolífero.

Agenda

Falando à Rádio ONU na cidade de Menongue, capital da província de Cuando Cubango, Balladeli disse que as Nações Unidas renovam o seu apoio à diversificação da economia angolana.

"Temos visto que a crise do preço do petróleo determinou a queda do país, sob ponto de vista de desenvolvimento económico. Agora estamos numa fase de superação, porque aspetos como a agricultura e a agroindústria estão fortemente na agenda do governo. Ali há espaços para agências como a FAO, o Pnud e, possivelmente, para agências que não têm presença específica no país como a Unido, que lida com a industrialização. "

De acordo com o Fundo Monetário Internacional, FMI, a inflação em Angola avançou até 29% em maio de 2016.

Perda do Valor

A recente avaliação do FMI aponta que esse desempenho é reflexo da perda do valor da moeda local, o kwanza, em mais de 40% em relação ao dólar norte-americano desde setembro de 2014.

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Marginal de Luanda, Angola. Foto: Reprodução/Pnuma

Balladelli disse haver esforços locais para ajudar a garantir que Angola tenha o apoio que precisa para deixar de fazer parte do grupo das nações menos desenvolvidas  em 2021.Cinco Anos

"As três condições principais para a graduação são a renda, um indicador já atingido, mas há também outras duas condições. São o desenvolvimento humano e a diversificação económica. Durante os cinco anos vão ser criadas as condições em esforços que juntam as Nações Unidas e o governo angolano."

O país está a braços com crises como a da febre-amarela e emergência alimentar crónica no sul provocada por secas ocorridas nos últimos três anos.

O representante da organização revelou que quer melhorar a ajuda ao país para que aproveite o potencial do conhecimento e a habilidade para atrair investimentos em setores como educação, saúde e habitação.

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