FMI: economia de São Tomé e Príncipe tem demonstrado resistência

20 junho 2016

Conselho de Administração do órgão concluiu consulta ao país lusófono a 10 de junho; previsão de crescimento do PIB é de 5% para 2016.

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

Para o Fundo Monetário Internacional, FMI, a economia de São Tomé e Príncipe tem se mostrado resiliente. O Conselho de Administração do órgão concluiu consulta ao país a 10 de junho.

O FMI citou a resiliência “após as perspetivas para a produção comercial de petróleo, que dominaram a narrativa política e económica até ao final de 2013, terem se tornado incertas devido à retirada de uma grande companhia de petróleo da exploração na Zona de Desenvolvimento Conjunto partilhada com a Nigéria”.

Desempenho Positivo

Segundo o órgão, o desempenho económico de São Tomé e Príncipe foi positivo, “apesar de um abrandamento do crescimento em 2015”.

Cálculos são que o crescimento do PIB real em 2015 tenha ficado quase um ponto percentual abaixo da meta projetada de 5%.

Seca

As razões para o fenómeno seriam a baixa pluviosidade, que afetou as colheitas, principalmente a produção de cacau, e o atraso na implementação dos projetos de investimento público.

De acordo o FMI, a inflação caiu abaixo da previsão de 5%, devido a fraca procura e a queda dos preços internacionais do petróleo e outras matérias-primas.

O órgão afirmou ainda que as perspetivas a médio prazo são favoráveis, mas os desafios prevalecem.

Crescimento e Inflação

A previsão de crescimento do PIB é de 5% em 2016. O aumento estaria “abaixo da meta sustentada de médio prazo de 6% fixada pelas autoridades e considerada necessária para produzir um impacto significativo na pobreza”.

Este seria apoiado pela ampliação do investimento público, recuperação na produção de cacau e aumento do investimento direto estrangeiro no setor do turismo.

Segundo o FMI, a inflação deve manter-se em torno dos 4% em 2016 e estabilizar em cerca de 3% no médio prazo, “beneficiada pela queda dos preços internacionais dos alimentos e dos produtos petrolíferos”.

Os administradores do órgão “louvaram os avanços de São Tomé e Príncipe rumo à maior estabilidade macroeconómica”. Observaram, no entanto, que apesar do progresso alcançado, persistem alguns desafios, e a pobreza ainda é alta.

Assim, os representantes “apelaram ao prosseguimento dos esforços para aumentar a resiliência da economia através do fortalecimento do setor financeiro, manutenção da disciplina orçamental e execução de reformas para apoiar o crescimento sustentável e inclusivo”.

*Apresentação: Denise Costa.

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