Conselho de Segurança “seriamente preocupado” com Guiné-Bissau

15 junho 2016

Em declaração à imprensa, os 15 países do órgão elogiaram papel das forças de segurança de não-intervenção na crise política; representante especial do secretário-geral no país, Modibo Ibrahim Touré explicou por videconferência a situação desde a demissão do governo do ex-primeiro-ministro, Domingos Simões Pereira.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas emitiu um comunicado expressando “séria preocupação” com a situação política na Guiné-Bissau.

O país, de língua oficial portuguesa, foi debatido na terça-feira no órgão numa reunião que contou com a participação por videoconferência do representante especial do secretário-geral da ONU Modibo Ibrahim Touré e do embaixador da União Africana na Guiné, Ovídio Pequeno.

Defesa

O Conselho, no entanto, elogiou a decisão das forças de segurança guineenses de não interferir na crise política. Os 15 países pediram aos líderes guineenses que respeitem o Estado de direito enquanto tentam uma solução pacífica para o impasse político. O órgão da ONU lembrou aos serviços de defesa que eles devem continuar respeitando o controle civil do país.

A crise começou com a demissão de todo o governo do ex-primeiro-ministro Domingos Simões Pereira, no ano passado, pelo presidente guineense, José Mário Vaz.

O encontro de chefes de Estado e governo da Cedeao, realizado este mês em Dacar, no Senegal, decidiu enviar uma comissão de presidentes da Guiné-Conacri do Senegal e de Serra Leoa à Guiné-Bissau. Na ocasião, foi renovado por mais um ano o mandato de segurança da missão da Cedeao na Guiné. Esta missão está a ser financiada pela União Europeia.

Diálogo

O Conselho de Segurança voltou a destacar a resolução 2267, aprovada este ano, sobre a importância da reconciliação nacional. Eles pediram aos líderes guineenses que invistam no diálogo para resolver a crise.

Ao comentar as promessas da Conferência de Doadores realizada em Bruxelas, em março de 2015, os países do Conselho disseram que a ajuda só pode ser efetuada quando a situação política for estável.

Eles pediram à Cedeao e à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa que organizem um evento com representantes da ONU e da União Europeia, além de outros interessados, para debater uma solução para o impasse político.

 

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