Investimento estrangeiro direto para o Brasil caiu 23% no ano passado
BR

15 junho 2016

País recebeu US$ 75 bilhões e continuou como o principal receptor desses fluxos na região; tendência de queda foi registrada na América Latina e Caribe como um todo, onde redução do IED foi de 9,1%.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

O investimento estrangeiro direto, IED, para o Brasil foi 23% menor no ano passado, na comparação com 2014. O cálculo é da Comissão Econômica para América Latina e Caribe, Cepal.

O país recebeu US$ 75 bilhões e se manteve como o principal receptor de IED na região, acumulando 42% do valor total desses fluxos. De Santiago, no Chile, o secretário-executivo adjunto da Cepal, Antônio Prado, explicou à Rádio ONU mais sobre a situação brasileira.

Influências

“O Brasil tem problemas específicos. O país passou o ano passado por uma queda significativa de seu PIB de 3,8%. Existe uma incerteza muito grande pelo quadro econômico e político. Nós acreditamos que o estado de confiança dos investidores internacionais já não é o mesmo em relação aos períodos anteriores.”

Antônio Prado destaca que no geral, os países da América Latina e Caribe receberam US$ 179 billhões de investimento estrangeiro, valor 9,1% menor. Este foi o nível mais baixo desde 2010, segundo a Cepal.

Recursos Naturais

Houve queda do investimento em setores ligados aos recursos naturais, como mineração. Outro fator para o volume menor dos investimentos foi a desaceleração econômica no Brasil.

A seguir ao Brasil, o México foi o segundo maior receptor de investimento estrangeiro direto da região. Os fluxos aumentaram 18%, alcançando mais de US$ 30 bilhões.

Projeções

Já a Argentina recebeu 130% a mais de investimento estrangeiro direto no ano passado, ou US$ 11,65 bilhões.

A projeção da Cepal para este ano é de diminuição de até 8% do investimento estrangeiro direto. A secretária-executiva do órgão, Alicia Bárcena, explica que esse fluxo de dinheiro é importante para o desenvolvimento econômico e a inovação dos países.

O declínio registrado na América Latina e no Caribe no ano passado contrasta com o dinamismo global, quando o fluxos mundiais de IED aumentaram 36%, batendo US$ 1,7 trilhão. A Cepal explica que houve uma “intensa onda de fusões e aquisições, especialmente nos Estados Unidos”.

 

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