ONU apoia estratégia de comunicação para evitar desnutrição em Moçambique

14 junho 2016

No país, a prevalência da desnutrição crónica entre crianças menores de 5 anos é de 43%;  Plano de Ação Multisetorial para redução da desnutrição crónica, Pamrdc, pretende reduzir para 20% até 2020.

Ouri Pota, da Rádio ONU em Maputo.

O Ministério da Saúde de Moçambique apresentou nesta segunda-feira a Estratégia de Comunicação para a Mudança Social e de Comportamento para prevenção da Desnutrição em Moçambique.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, o Programa Mundial da Alimentação, PMA, e o Fundo das Nações Unidas para Infância, Unicef, prestaram apoio técnico na estratégia lançada em Maputo.

Processo

A ministra da Saúde de Moçambique, Nazira Abdula, considerou importante a existência da estratégia de comunicaçào para mudança social e de comportamento para a prevenção da desnutrição no país.

“Exortar a todos implementadores  a seguir as linhas orientadoras desta estratégia para o bem das nossas crianças. A estratégia oferece as bases necessárias para a planificação de actividades de comunicação seguindo um processo que permite examinar diversos níves de influência, sobre as mensagens chaves a transmitir, de modo a gerar necessária mudança para melhoria da nutrição.”

Já o representante adjunto do Unicef, Michel Le Pechoux, considera é necessidade de perceber e conhecer os tabus para melhor implementaçào da estratégia.

Barreiras

“Compreender o que estes tabus significam em várais comunidades, porque não temos os mesmo tabus em todas regiões. Então pesquisa para saber qual são as razões, barreiras e quais são as mensagens que temos que usar com várias audiências.  E trabalhar com todos para  enfrentar as razões deste tabus e chegar a uma situação onde as normas socias vão mudar e vão promover uma alimentação melhor para as crianças.”

Dados do inquérito demográfico de Saúde 2011 indicam que a prevalência da desnutrição crónica entre crianças  menores  de cinco anos é de  43% e o fato está estreitamente correlacionado  ao estado  nutricional  das mães.

Dom Dinis Segulane, Bispo Emérito da Diocese dos Limbombos, considera que a responsabilidade da criança desnutrida é de todos adultos. O bispo citou alguns exemplos.

Papaia

“Acham que para provar que é um pai que se preocupa com seus filhos vai a correr para comprar leite para uma criança de menos de seis meses; quando o leite da mãe é alimento e água suficiente para criança, vão comprar bolachas açucaradas em vez de batata doce, sorvetes em vez de papaia.Perante esta realidade necessitamos de mudar drasticamente o comportamento.”

Estima-se que em nível nacional, 69% de crianças entre os 6 meses os 5 anos de idade sofre de deficiência de Vitamina “A” e 75% de crianças na mesma faixa têm anemia.

 

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