Mais de 1,1 milhão de pessoas precisarão ser reassentadas em 2017
BR

13 junho 2016

Essa é parte importante do trabalho da Agência da ONU para Refugiados, que busca encontrar soluções justas a essa população; vários países aumentaram suas cotas para receber refugiados, mas número ainda é insuficiente.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

Cada vez mais, a Agência da ONU para Refugiados, Acnur, tem como prioridade reassentar refugiados e migrantes. Isso porque o número de conflitos aumentou, gerando recorde no total de pessoas deslocadas no mundo. A estimativa é que haja quase 60 milhões de deslocados e refugiados, o maior número desde a Segunda Guerra Mundial.

Em relatório divulgado esta segunda-feira, o Acnur revela ter encaminhado mais de 1 milhão de refugiados para reassentamento em 30 países, somente na última década.

Projeções

Mas o total de pessoas que precisam ser reassentadas ultrapassa muito as oportunidades existentes, mesmo após alguns países aumentarem suas cotas. Pela projeção da agência, essa necessidade será uma realidade para 1,19 milhão de pessoas em 2017, ou 72% a mais do que em 2014.

Os sírios representam 40%, seguidos por civis do Sudão, do Afeganistão e da República Democrática do Congo.

O Acnur deve encaminhar 170 mil refugiados para outros países no próximo ano, com base nas cotas globais dos Estados de acolhida. Esse total será maior do que o reassentamento de 143 mil pessoas previsto até o fim deste ano.

Proteção

O alto comissário da ONU para Refugiados declarou que o “reassentamento está atingindo um novo nível, que pode ser um meio eficaz de se partilhar a responsabilidade pela proteção dos refugiados”.

Segundo Filippo Grandi, essa solução é mais importante do que nunca e é preciso aumentar o total de refugiados beneficiados pelo sistema de reassentamento.

Estados Unidos

Essa necessidade acontece quando os refugiados são incapazes de retornar para seus países de origem ou não conseguiram se integrar ao país de acolhimento por vários motivos.

No ano passado, os Estados Unidos aceitaram mais de 82 mil solicitações de refúgio, ou 62% das submissões feitas pelo Acnur. Na sequência estão Canadá, Austrália, Noruega e Reino Unido.

Nas Américas, foram feitas apenas 1.390 solicitações de reassentamento no ano passado, reflexo de esforços no Equador para a integração de refugiados colombianos.

O Acnur lembra que os países podem oferecer outras alternativas, como fornecer vistos humanitários, garantir o reencontro de famílias e dar bolsas de estudo.

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