Mulheres em locais de deslocamento na Nigéria em alto risco de abuso

10 junho 2016

Dados são do Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários, Ocha; avaliações referem-se ao estado de Borno, no nordeste do país.

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

Novas avaliações sobre a proteção de pessoas a viver no estado de Borno, no nordeste da Nigéria, concluíram: mulheres enfrentam um alto risco de abuso em locais de deslocamento.

Os dados são do Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários, Ocha.

Responsabilidade

De acordo com um informe do Ocha, deslocamento e conflito destruíram hierarquias tradicionais resultando em um grande número de famílias lideradas por mulheres no estado, aumentando desta forma a sua carga de responsabilidade.

Em termos de estruturas da região, a situação deixaria estes domícilios sem redes de apoio.

Segundo o Escritório, em algumas famílias, o princípio islâmico do “kulle”, que impede que as mulheres saiam de casa à procura de subsistência, ainda é praticado.

Atividades Arriscadas

Deslocados internos e integrantes de comunidades anfitriãs estariam a recorrer a atividades cada vez mais arriscadas para atender as suas necessidades básicas.

Ainda segundo o Escritório, a probabilidade de famílias lideradas por mulheres estarem em situação de insegurança alimentar é maior.

Sexo para Sobrevivência

Além disso, existe um número cada vez maior de mulheres e raparigas recorrerem a práticas como sexo em troca de comida ou dinheiro para alimentar as suas famílias.

O Ocha também afirmou que estão a aumentar os relatos de ataques enquanto as mulheres estão a realizar atividades como recolher e vender lenha, por exemplo.

Em áreas que tonaram-se acessíveis recentemente, onde o Boko Haram ainda tem presença, há relatos de mulheres sendo mortas ou sequestradas.

*Apresentação: Denise Costa.

 

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