Financiamento para ajudar civis em Falluja está acabando
BR

9 junho 2016

Mais de 20 mil pessoas fugiram da cidade iraquiana desde 22 de maio; coordenadora humanitária da ONU destaca que foi alcançado até agora apenas 31% do dinheiro necessário; bombardeios terroristas atingem Bagdá.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

As Nações Unidas continuam muito preocupadas com a crise humanitária em Falluja, no Iraque. Mais de 20 mil pessoas fugiram da cidade desde 22 de maio. A organização pediu US$ 861 milhões, cerca de R$ 3 bilhões, para fornecer ajuda de emergência aos iraquianos este ano, mas até o momento, apenas 31% do financiamento foi alcançado.

Nesta quinta-feira, a coordenadora humanitária da ONU no Iraque deu detalhes de sua recente visita ao leste de Ambar, onde conheceu civis que escaparam de Falluja, que está controlada pelo auto-proclamado Estado Islâmico do Iraque e do Levante, Isil.

Trajeto Difícil

Segundo Lise Grande, na fuga, as famílias andam por vários dias; algumas pessoas levam tiros no trajeto, outras se afogam ao atravessar rios, mas milhares continuam sitiadas no centro de Falluja.

Uma enorme operação humanitária está em andamento, para que os civis sejam atendidos assim que chegam aos acampamentos criados pelo governo do Iraque. Agências da ONU, como o Unicef, distribuem porções de comida, garrafas de água e kits de higiene.

Assistência

A Organização Mundial da Saúde, OMS, está atendendo em clínicas móveis, enquanto a Agência da ONU para Refugiados, Acnur, forneceu milhares de tendas e está construindo dois novos campos para abrigar os iraquianos.

As crianças recebem vacinas e atendentes sociais prestam apoio psicossocial, especialmente a mulheres e meninas vítimas de abuso sexual. Lise Grande garante que as equipes humanitárias estão trabalhando contra o tempo para fornecer assistência aos que fogem de Falluja.

Terrorismo

Nesta quinta-feira, o representante especial do secretário-geral da ONU para o Iraque condenou bombardeios terroristas no distrito de al-Jadida, na capital Bagdá.

Jan Kubis destaca que muitas pessoas morreram nos dois atentados e várias ficaram feridas. Segundo agências de notícias, foram 30 mortes e o ataque teria sido realizado pelo Isil.

O representante da ONU no Iraque nota que as ações ocorreram no Ramadã, mês sagrado para os muçulmanos. Para Kubis, esse tipo de ataque procura “enfraquecer a unidade do país e destruir o tecido social”. Ele pede que iraquianos de diferentes afiliações políticas condenem os atos “covardes” do Isil.

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