Ban pede mais apoio de países para cumprir mandato da organização
BR

9 junho 2016

Secretário-geral respondeu a perguntas de jornalistas nesta quinta-feira e pediu que o Acordo de Paris seja ratificado ainda este ano; Ban também ressaltou crise política na Síria e comentou “reação feroz” sobre o relatório dele a respeito da situação da violência a crianças no conflito do Iêmen.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou numa entrevista a correspondentes estrangeiros que a ONU tem três desafios que afetam o trabalho da organização no momento.

Ban citou as crises humanitárias, as ameaças à paz e à segurança internacionais e o combate à mudança climática.

Acordo de Paris

Ban Ki-moon disse que é preciso manter o entusiasmo para o Acordo de Paris, e pede que o documento seja ratificado pelos países-membros para entrar em vigor ainda este ano.

O chefe da ONU elogiou a decisão da Índia de ratificar o tratado e lembrou que convocou um encontro de alto nível sobre o tema durante os debates da Assembleia Geral, marcados para setembro.

Ban voltou a pedir uma solução imediata para o conflito na Síria e apoio às conversações de paz. Sem isso, o chefe da ONU acredita que a escalada da tensão e da violência vai continuar. Segundo ele, a proteção de civis não pode ser uma moeda de barganha.

Risco de morte

Ban lembrou o drama dos sírios que fogem da guerra e estão se submetendo a risco de morte ao escapar dos combates. Ele anunciou que vai visitar a ilha grega de Lesbos, que está abrigando os refugiados, na próxima semana.

Ban quer avaliar a situação de perto e demonstrar sua solidariedade às vítimas da guerra na Síria, refugiados e migrantes.

Ao comentar o conflito no Iêmen, Ban reiterou o compromisso da organização para proteger os civis. Ele citou o que chamou de “reação feroz” à menção ao nome da coalizão liderada pela Arábia Saudita ao citar a violência a crianças no conflito armado do Iêmen.

Apoio

Ban Ki-moon disse que a remoção do nome da coalizão foi causada pelo que chamou de “pressão indevida” de países-membros e que configurou uma das decisões mais dolorosas que teve que tomar como chefe das Nações Unidas.

Segundo ele, os países têm que apoiar o mandato da ONU e defender o trabalho dos boinas-azuis quando eles estão sob ataque. Ban pediu mais apoio do Conselho de Segurança e dos integrantes da organização.

Ele disse que mantém o que foi escrito no relatório porque o texto é resultado da observação de agências e fundos das Nações Unidas no terreno, mas irá analisar como a informação será divulgada e em que listas constará.

 

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