Assembleia Geral ouve apresentação de candidata da Argentina à chefe da ONU
BR

7 junho 2016

Susana Malcorra, ministra das Relações Exteriores e do Culto do país, é a segunda e última candidata a falar nos diálogos informais desta terça-feira; ela foi precedida pelo chanceler da Eslováquia Miroslav Miroslav Lajcak, que participou do evento na manhã de quinta-feira.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.*

Os países-membros das Nações Unidas voltaram a se reunir na tarde desta terça-feira para ouvir a segunda apresentação de candidatos à Secretaria-Geral da ONU, posto que ficará vago a partir de 1º de janeiro de 2017, quando o atual líder da organização, Ban Ki-moon, deixará o cargo.

A ministra das Relações Exteriores e do Culto da Argentina, Susana Malcorra, foi a segunda a se apresentar no diálogo informal após o chanceler da Eslováquia, Miroslav Miroslav Lajcak.

Tópicos

O evento foi dirigido pelo presidente da Assembleia Geral, Mogens Lykketoft, e tratou de temas como paz e segurança, desenvolvimento sustentável, direitos humanos e resposta humanitária entre outros tópicos.

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Susana Malcorra. Foto: ONU/Manuel Elias

Durante a abertura da apresentação, a candidata da Argentina disse que é preciso ouvir e trabalhar mais perto da população e de parceiros regionais da ONU.Susana Malcorra também afirmou que uma abordagem baseada em temas que são importantes para as Nações Unidas também ajuda a eliminar a forma separada de trabalhar. Ela disse ainda que a ONU tem que “investir em evitar crises ao invés de somente responder a elas, quando ocorrem”.

Segundo Malcorra, o “secretário-geral deve incutir uma cultura de humildade no trabalho diário da organização”.

Para a candidata da Argentina é preciso ainda considerar mulheres e jovens como parte da solução. Malcorra lembrou que os problemas enfrentados pelo mundo hoje atravessam fronteiras.

Mais cedo, o diálogo informal teve início com o ministro das Relações Exteriores da Eslováquia, Miroslav Miroslav Lajcak.

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Miroslav Lajčák. Foto: ONU/Manuel Elias

Ao apresentar sua candidatura, Lajcak afirmou que “participou direta e ativamente na transformação política, econômica e social do período pós-guerra na Europa, tanto em seu próprio país como no exterior”. Ele disse que integrou as mediações de paz na Bósnia-Herzegóvina e ajudou a acalmar as tensões na Albânia, entre outros.Diálogo e Compromisso

Em cada uma dessas missões, Lajcak declarou que entrou “com coração aberto e com boas intenções, escutando todos os lados sem favorecer ninguém”. Ele disse que “aprendeu a resolver as disputas através do diálogo e do compromisso”.

Miroslav Lajcak afirmou que “cada país representado na ONU é único, assim como cada problema no mundo”. Ele disse que “há princípios que são universais, como as ações de cuidar, respeitar, comunicar, cooperar e harmonizar”.

*Apresentação: Edgard Júnior.

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