ONU alerta que civis enfrentam perigo redobrado ao fugir de Falluja
BR

7 junho 2016

Alto Comissário de Direitos Humanos citou relatos de pessoas que sobreviveram ao controle do Isil e agora sofrem abusos por partes das forças de segurança iraquianas.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O alto comissário das Nações Unidas para Direitos Humanos, Zeid Al Hussein, alertou que “os civis que estão fugindo da cidade de Falluja, no Iraque, enfrentam um perigo redobrado”.

Zeid cita relatos da região mostrando que “algumas pessoas que conseguiram sobreviver a terrível experiência de escapar do Isil, enfrentam abusos físicos quando chegam do outro lado”.

Medidas

O alto comissário pediu ao governo iraquiano que adote medidas imediatas para garantir que todas as pessoas que estejam fugindo de Falluja sejam tratadas de acordo com as leis internacionais humanitárias e de direitos humanos.

Segundo Zeid, “testemunhas disseram que grupos armados que apoiam as forças de segurança iraquianas estão separando as pessoas que fogem da região”.

As pessoas estão sendo separadas pelo sexo.  Os homens estão sendo detidos para averiguação. O representante da ONU afirmou que em alguns casos, “essas prisões acabam em violência física e outras formas de abuso, para aparentemente resultar em confissões forçadas”.

Execuções

O alto comissário disse ainda que, segundo as alegações, algumas das pessoas presas foram executadas sumariamente pelos grupos armados.

Zeid declarou que as forças iraquianas têm um interesse legítimo em averiguar os que fogem das áreas controladas pelo Isil para assegurar que eles não representam nenhum risco de segurança.

Mas o representante da ONU afirmou que essas pessoas devem passar por um processo de averiguação transparente e de acordo com a lei internacional.

Desde janeiro de 2014, quando o Isil assumiu o controle de Falluja, mais de 22 mil civis morreram e mais de 43 mil ficaram feridos.

Os dados são preliminares já que não incluem a província de Anbar, onde está Falluja, e também não inclui as pessoas que morreram devido a efeitos secundários da violência, como falta de água, comida, remédios e serviços de saúde.

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