Ataques do Boko Haram continuam na região de Diffa no Níger

7 junho 2016

Ações forçaram mais pessoas a fugir; dados são do Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários, Ocha;

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

Pessoas que vivem na região de Diffa, no Níger, continuam a ser afetadas por insegurança relacionada a ações do grupo terrorista islamita Boko Haram ao redor do Lago Chade.

A informação é do Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários, Ocha.

Onda de Ataques

Os primeiros ataques no território nigerino, particularmente na região de Diffa, ocorreram em fevereiro de 2015. Desde então, cerca de 30 incidentes de segurança foram registados com uma onda de atentados do Boko Haram desde abril deste ano.

De acordo com o Ocha, um dos ataques mais mortais conduzidos pelo grupo islamita ocorreu em 3 de junho tendo uma posição militar em Bosso como alvo.

Autoridades nigerias relataram que 32 soldados foram mortos e cerca de 70 outros foram feridos por centenas de agressores.

Deslocamento Forçado

Como consequência, pessoas nas cidades de Bosso e Yebi estão a se mover para áreas mais seguras nas províncias de Bosso, Nguigmi e Diffa.

Não há dados oficiais sobre o movimento da população, no entanto, o Ocha relatou que os ataques em Yebi e Bosso podem deslocar cerca de 40 mil pessoas.

Assistência Humanitária

Os primeiros relatos do terreno indicam que os indivíduos desalojados precisam urgentemente de comida, abrigo, proteção, apoio psicossocial, cuidados de saúde.

Também há necessidade de itens não alimentares, assim como condições de água e saneamento.

Segundo o Ocha, a conclusões da rápida avaliação da ONU vão ajudar a calcular o número de pessoas que precisa de assistência de emergência.

Ao mesmo tempo, autoridades nacionais e atores humanitários estão a mobilizar ajuda para as pessoas afetadas por estes ataques.

*Apresentação: Denise Costa.

 

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