Agências em corrida contra o tempo para atender população de Falluja, no Iraque
BR

7 junho 2016

Equipes do Unicef, PMA e OMS chegam a locais instalados para receber pessoas que escapam da violência em cidade iraquiana; são cerca de 1 mil por dia que chegam aos locais; 50 mil civis continuam sitiados em meio a ofensiva.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

Ajudar a população que escapa da cidade iraquiana de Falluja está sendo considerada por agências da ONU uma “corrida contra o tempo”. Um comunicado sobre a situação foi divulgado na segunda-feira pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef; Programa Mundial de Alimentos, PMA; Organização Mundial da Saúde, OMS, e Organização Internacional para Migrações, OIM.

As equipes chegaram a acampamentos criados para receber os que fogem da violência. Nos últimos 10 dias, cerca de 10 mil pessoas buscaram segurança nesses locais.

Superlotação

As agências calculam que 50 mil civis continuam sitiados em Falluja, enquanto as ofensivas militares continuam. Campos estabelecidos pelo governo iraquiano na região já estão superlotados, com pouca capacidade de receber mais gente.

Os residentes de Fallujah estão vivendo em meio a níveis extremos de violência e agências humanitárias não conseguem ajudar a população há um ano.

As equipes da ONU encontraram pessoas abrigadas em tendas ou em qualquer local onde é possível se proteger do forte calor e das ventanias de poeira. Muitas pessoas fugiram de Falluja somente com a roupa do corpo.

Mais Violência

As agências da ONU e parceiros como a OIM estão fornecendo às famílias água potável, porções de comida e itens de higiene e de saneamento. A segurança também preocupa, já que o confronto acontece a apenas quilômetros de distância dos acampamentos.

As Nações Unidas acreditam que a violência possa piorar, criando mais deslocados internos. O apelo feito aos lados em combate é por proteção às famílias, que devem ter a chance de de fugir do conflito com segurança.

Como resultado da violência nos últimos dois anos, mais de 3,4 milhões de pessoas estão desalojadas pelo Iraque, sendo mais da metade crianças.

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