ONU debate situação de crianças e jovens afetados por extremismo violento
BR

3 junho 2016

Tema foi iniciado pelo Conselho de Segurança durante a presidência rotativa da Jordânia;  assunto é uma das prioridades do secretário-geral. 

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

As Nações Unidas realizaram uma conversação de alto nível na Assembleia Geral sobre a forma como o extremismo violento tem afetado jovens e crianças em várias partes do mundo.

O vice-secretário-geral da ONU, Jan Eliasson, lembrou num discurso que o líder da organização, Ban Ki-moon, levou à Assembleia Geral em janeiro um Plano de Ação sobre o tema.

Desafios

O assunto também foi destaque durante a presidência rotativa da Jordânia no Conselho de Segurança levando à adoção da Resolução 2250 sobre juventude, paz e segurança.

Cerca de 46% da população mundial têm hoje menos de 25 anos no mundo. Mas áreas como África e Oriente Médio, este número sobre para 60% da população total.

Segundo Eliasson, um dos maiores desafios é o desemprego de jovens. Na capital da Somália, Mogadíscio, a taxa é de 70%. Para ele, a juventude é afetada de forma desproporcional. E afirmou que as crianças representam promessas e não problemas.

Redes sociais

Para o vice-secretário-geral, é preciso envolver os jovens no processo de decisão e dar autonomia a eles. Eles têm ainda o potencial de promover a paz, o desenvolvimento, a justiça e o entendimento entre os povos.

Ao comentar o papel dos grupos extremistas, Eliasson disse que eles estão recrutando, sistematicamente, os jovens através das redes sociais.

E para isso, estão oferecendo dinheiro, coerção e também impondo medo.

Mas a nova rede de extremismo e terrorismo também viola o direitos das mulheres e das meninas levando escravidão sexual, casamentos forçados e negando a elas o direito à educação e a ter uma vida normal.

As Nações Unidas querem que seja feito mais para conter o que chamou de “forças do mal e divisivas”.

Eliasson concluiu dizendo que os jovens precisam de apoio para exprimir seus potenciais, sua criatividade e talentos. E segundo ele, é preciso entender que  revolução de comunicação está acontecendo hoje no mundo. Desta maneira, os jovens têm acesso ilimitado à informação e vivem num mundo interconectado.

Ele disse ainda que a ONU está procurando ouvir a voz da juventude em todos os países nos quais atua através de suas agências e fundos. O objetivo, Eliasson lembrou, está na Carta da organização “salvar as geraçõs vindouras do flagelo da guerra” para viver em ampla liberdade.

 

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