No Líbano, Ricky Martin presta solidariedade a crianças refugiadas
BR

3 junho 2016

Cantor e embaixador do Unicef visitou acampamento com sírios e falou do choque de saber que alguns estão tendo que trabalhar para ajudar as famílias.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

O cantor Ricky Martin realizou uma visita a um acampamento de crianças sírias refugiadas no Líbano. O artista porto-riquenho, que é embaixador da Boa Vontade do Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, fez um apelo em prol do futuro de milhões de menores de idade afetados pelo conflito.

Ricky Martin lembra que essas crianças tiveram suas vidas reviradas por “deslocamento, violência e falta de oportunidades”.

Segundo o Unicef, 1,1 milhão de sírios buscaram refúgio no Líbano desde o início da crise em 2011. Metade são crianças, que enfrentam riscos de exploração e abusos, além de serem obrigadas a trabalhar ao invés de frequentar a escola.

Adolescentes

O embaixador do Unicef disse que algumas trabalham até 12 horas por dia. Ele contou que ficou impressionado com o caso da menina Batoul, de 11 anos. Ela, a mãe e as duas irmãs mais velhas são quem sustentam a família de 13 pessoas.

Em alguns casos, não existe pagamento em dinheiro. A remuneração é feita com abrigo e água, disse Ricky Martin após conversar com Batoul.

Já em acampamentos em Akkar e no Vale do Becá, ele jogou futebol e participou de várias atividades com as crianças. Martin acompanhou também adolescentes que estão recebendo treinamento vocacional.

Tráfico

O ex-integrante do grupo Menudo ficou “inspirado com a coragem dos refugiados sírios” e lembrou que investir no presente desses jovens significa “investir no futuro da região”.

Ricky Martin é embaixador do Unicef desde 2003 para proteção de crianças contra exploração, abuso e tráfico. Por meio da fundação que leva o seu nome, ele também trabalha na luta contra o trabalho infantil.

O Unicef destaca que a situação econômica dos refugiados sírios tem piorado o problema do trabalho infantil no Líbano. Muitas trabalham em obras, o que pode causar danos físicos e psicológicos a longo prazo.

Na região, 2,8 milhões de crianças estão fora da escola.

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