Situação continua “sombria” depois de dois anos de conflito na Ucrânia
BR

3 junho 2016

Alerta consta de um relatório divulgado pelo Escritório de Direitos Humanos; desde o início do conflito em abril de 2014, 9,3 mil pessoas morreram e 21,5 mil ficaram feridas na região leste do país.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

Um novo relatório do Escritório de Direitos Humanos da ONU afirmou que depois de dois anos de conflito, a situação continua “sombria” na Ucrânia.

Segundo dados do documento, desde o início do conflito, em abril de 2014, mais de 9,3 mil pessoas morreram e mais de 21,5 mil ficaram feridas na região leste do país.

Acordo de Minsk

O secretário-geral Assistente da ONU para Direitos Humanos, Ivan Simonovic, afirmou que “sem novos esforços e soluções criativas para implementar o acordo de Minsk, a situação pode se tornar em um conflito prolongado”.

Simonovic disse ainda que “isso pode prejudicar os direitos humanos na região pelos próximos anos ou provocar uma escalada da violência novamente com sérias consequências para a população civil”.

Ao final da visita de uma semana ao país, o representante da ONU declarou que “o aumento do armamento pesado perto da linha de contato e das hostilidades na área de Donetsk, indicam que a crise está longe do fim e não deve ser esquecida pela comunidade internacional”.

Os civis que vivem na região sob o controle de grupos armados estão particularmente vulneráveis a violações e abusos dos direitos humanos. A liberdade de movimento na região da linha de contato continua limitada para mais de 20 mil pessoas que tentam cruzar o local diariamente.

Ajuda Humanitária

Além disso, os 2,7 milhões que vivem em áreas controladas por grupos armados estão sofrendo com a falta de liberdade de expressão, de assembleia e associação e enfrentam condições de vida difíceis.

Durante a visita, Simonovic pediu aos representantes da “auto-proclamada” República do Povo de Donetsk que permitam a entrada de ajuda humanitária.

O relatório cita padrões persistentes de violações dos direitos humanos no leste da Ucrânia, como desaparecimentos, prisões arbitrárias e tortura, entre outros.

Os especialistas registraram vários casos de violência sexual com ameaças de estupro. A impunidade continua sendo uma marca do conflito. As violações cometidas por policiais, militares e forças de segurança continuam generalizadas e são justificadas como desafios enfrentados pelo conflito armado.

Simonovic afirmou que “somente a implementação total do acordo de Minsk vai possibilitar o respeito dos direitos humanos e a oportunidade para que todos levem uma vida normal”.

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