Acnur preocupado com expulsão de eritreus do Sudão

2 junho 2016

Agência mencionou prisão de 313 pessoas que foram repatriadas à força; Acnur defendeu que indivíduos têm direito de solicitar asilo a qualquer momento e de terem acesso a uma processo justo e eficiente.

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

A agência da ONU para refugiados, Acnur, expressou preocupação com relatos de expulsões coletivas de eritreus do Sudão de volta para seu país de origem.

Segundo o Acnur, pelo menos 313 eritreus foram presos em 6 de maio, na cidade de Dongola, norte do Sudão. Eles foram julgados e condenados por “entrada ilegal” no país sob as leis nacionais de imigração e repatriados à força em 22 de maio.

Expulsão

A agência também recebeu relatos de uma expulsão coletiva de outras 129 pessoas poucos dias antes.

A última remoção incluiu seis eritreus registados como refugiados. Segundo o Acnur, outros não solicitaram asilo, mas não está claro se tiveram a oportunidade de fazê-lo.

A agência defendeu que indivíduos têm o direito de solicitar asilo a qualquer momento e de terem acesso a um processo justo e eficiente.

O Acnur lembrou o Sudão de suas obrigações sob leis nacionais e internacionais e fez um apelo ao governo que evite a repatriação forçada de eritreus.

*Apresentação: Michelle Alves de Lima.

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