Cerco a Falluja faz 20 mil crianças vítimas do fogo cruzado, diz Unicef
BR

1 junho 2016

Representante da agência no Iraque afirmou que os estoques de água, comida e medicamentos estão acabando; Peter Hawkings disse que com o aumento da violência, poucas famílias conseguiram fugir da cidade.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, alertou que o aumento da violência deixou pelo menos 20 mil crianças sitiadas em Falluja, no centro do Iraque, sem condições de deixar a cidade.

O representante da agência da ONU para o país árabe, Peter Hawkings, afirmou que “os estoques de água, comida e remédios estão acabando”. Segundo ele, “desde o início das operações militares, poucas famílias tiveram condições de fugir da região”.

Violência Extrema

Hawkings disse que com a escalada contínua dos confrontos não só em Falluja, mas por todo o território iraquiano, o Unicef está preocupado com a proteção das crianças que enfrentam violência extrema.

A agência citou também as crianças que correm risco de recrutamento forçado e separação da família.

Para o representante do Unicef, “os menores que são recrutados à força veem suas vidas e futuros comprometidos no momento em que são obrigados a portar armas e lutar uma guerra de adultos”.

A agência da ONU pede a todas as partes envolvidas no conflito que permitam a passagem segura para todos os que queiram sair de Falluja.

Unami

Ao mesmo tempo, a Missão de Assistência da ONU para o Iraque, Unami, anunciou que 867 iraquianos foram mortos e 1.459 feridos em atentados terroristas, violência e conflito armado no país em maio.

Do total de mortos, 468 foram civis e o restante militares, policiais, bombeiros, seguranças e membros da defesa civil. Houve um aumento de mais de 10% no número de óbitos comparado com abril.

A Unami afirmou que os dados divulgados para maio devem aumentar já que não incluem os números do Estado de Anbar, região onde ocorreram fortes combates recentemente.

O representante especial do secretário-geral para o Iraque, Ján Kubis, pediu ao governo iraquiano que adote as medidas necessárias para proteger a população civil dos ataques terroristas.

Bagdá, a capital, foi a região mais atingida pela violência com 267 mortes, seguida por Ninewa, Diyala, Muthana, Salahadin e Kirkuk.

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