Mais 2 milhões de pessoas estão recebendo tratamento para HIV no mundo
BR

31 maio 2016

Unaids anunciou que número de pacientes com acesso aos antirretrovirais mais do que dobrou desde 2010, chegando agora a 17 milhões; agência da ONU disse que uso dos medicamentos reduziu o número de mortes em quase 30%.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O Programa Conjunto da ONU sobre HIV/Aids, Unaids, anunciou que o número de pessoas recebendo tratamento para combater o HIV chegou a 17 milhões no ano passado.

Segundo o relatório atualizado “Aids Global 2016”, lançado esta terça-feira em Nairóbi, no Quênia, houve um aumento de mais 2 milhões de pessoas com acesso aos antirretrovirais nos últimos 12 meses.

Reunião de Alto Nível

A agência da ONU diz que desde 2010, o número de pessoas com HIV e recebendo os medicamentos específicos mais do que dobrou.

A informação foi divulgada no momento em que líderes mundiais se preparam para participar da reunião de alto nível da Assembleia Geral da ONU, que vai ser realizada entre 8 e 10 de junho, na sede da organização, em Nova York.

O relatório mostrou ainda que o aumento do tratamento antirretroviral nos últimos cinco anos nos países mais afetados conseguiu reduzir o número de mortes relacionadas à Aids de 1,5 milhão, em 2010, para 1,1 milhão em 2015.

A cobertura mundial do acesso aos antirretrovirais atingiu 46% em dezembro de 2015. Os maiores avanços foram registrados nas regiões mais atingidas, como o leste e o sul da África, onde o acesso subiu de 24% para 54%, beneficiando 10,3 milhões de pessoas.

Moçambique

Na África do Sul, 3,4 milhões tiveram acesso a medicamentos, seguido pelo Quênia. Outros países que registraram avanços foram Moçambique, Eritreia, Malauí, Ruanda, Uganda e Tanzânia.

O Unaids declarou que “quanto mais países adotarem as determinações da Organização Mundial da Saúde para tratar imediatamente todos os diagnosticados com HIV, os benefícios de saúde pública poderão ser vistos por toda a sociedade”.

O diretor-executivo da agência, Michel Sidibé, afirmou que “o potencial da terapia antirretroviral está sendo alcançado”.

Ele pediu aos países que aproveitem essa oportunidade para acelerar os programas de tratamento e prevenção ao HIV para acabar com a epidemia da Aids até 2030.

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