Conflito leva iraquianos a fugir para Síria
BR

27 maio 2016

Acnur alerta que mais de 4 mil iraquianos arriscaram jornada pelo deserto para chegar em Hasakah, no território sírio; agência da ONU vai abrir dois novos acampamentos para abrigar famílias deslocadas por causa da violência no país.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, Acnur, alertou que 4,2 mil iraquianos fugiram para a Síria na tentativa de escapar das ações do grupo Estado Islâmico do Iraque e do Levante, Isil.

Segundo a agência da ONU, desde o início do mês essas pessoas saíram de Mosul e outras áreas próximas e atravessaram o deserto para chegar na região de Hasakah, no norte da Síria.

Voos de Emergência

Antecipando um possível novo fluxo de refugiados iraquianos, o Acnur organizou cinco voos de emergência para levar tendas e cobertores para o local.

O primeiro carregamento aéreo chegou em Hasakah nesta quinta-feira com mais de 13 mil cobertores e materias de assistência para atender até 50 mil refugiados.

Muitos deles disseram que tiveram de pagar contrabandistas para guiar a viagem de Mosul até Hasakah, que geralmente leva entre dois dias e uma semana pelo território controlado pelo Isil.

A cidade síria abriga atualmente mais de 16 mil refugiados iraquianos e 90 mil deslocados sírios. O caminho terrestre para a região está bloqueado por causa da violência e da insegurança.

Falluja

O Acnur conseguiu também entregar ajuda de emergência para famílias que escaparam do controle do Isil em Falujah. Desde que a cidade foi tomada pelos extremistas em janeiro de 2014, mais de 3,2 milhões de pessoas ficaram deslocadas dentro do país.

Nos últimos dias, mais de 800 pessoas fugiram de Falluja enquanto as forças do governo lutam contra o Isil. Aproximadamente 50 mil continuam presos na cidade impedidos de sair da região.

A porta-voz da agência, Melissa Fleming, afirmou que o estoque de comida na região é baixo e muitas pessoas estão consumindo alimentos com prazo de validade vencido. Além disso, ela declarou que já foram registradas várias mortes por fome.

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