Conversas sobre a Síria devem ser retomadas em meados de junho
BR

26 maio 2016

Previsão é do enviado especial da ONU para o país; Staffan de Mistura afirma ao Conselho de Segurança que mantém contatos com as partes em conflito para determinar melhor momento de recomeçar diálogo em Genebra.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York. 

O enviado especial das Nações Unidas sobre a Síria anunciou esta quinta-feira que as conversas para tentar decidir o futuro do país deverão ser retomadas somente em meados de junho.

Staffan de Mistura está em Genebra e participou, por videoconferência, de uma reunião no Conselho de Segurança. Ele afirmou que continua mantendo contato com os lados em conflito e com o Grupo de Apoio Internacional à Síria, antes de determinar “o momento apropriado” de retomar as reuniões em Genebra. A última rodada de conversas terminou dia 17 de maio.

Ajuda Humanitária

Antes, na cidade suíça, ele conversou com jornalistas sobre a situação humanitária no país. Foi decidido que se não houver nenhuma mudança até 1° de junho permitindo a entrega de mantimentos por terra, será levado em conta um novo lançamento de comida por via aérea.

O objetivo da ONU e agências é chegar a regiões controladas pelo governo ou pela oposição, como Kefraya e Foua. O acesso por terra é prioridade, por ser o mais barato e eficaz. Mas de Mistura explicou que se isso não for possível, um lançamento aéreo terá de ser levado seriamente em consideração.

Beneficiados

O Programa Mundial de Alimentos já preparou um plano neste sentido, mas para isso, será necessária a cooperação do governo da Síria. O enviado da ONU afirmou que o governo cooperou muito com os lançamentos aéreos ocorridos este ano em Deir-ez-Zor, que beneficiaram 110 mil pessoas.

Na quarta-feira, um comboio da ONU e da Cruz Vermelha entregou assistência muito necessária a uma área de difícil acesso em Homs. Mais de 70 mil pessoas receberam comida, kits de hygiene e material escolar.

Desde o início do ano, operações entre agências humanitárias levaram itens de ajuda para mais de 800 mil civis em locais sitiados ou de acesso difícil na Síria. Muitos receberam assistência mais de uma vez.

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