ONU reforça política de ocorrência zero a abusos sexuais em missões
BR

26 maio 2016

Subsecretário-geral para Operações de Paz das Nações Unidas, Hervé Ladsous, fala à Rádio ONU sobre o sacrifício de forças de paz ao redor do mundo em situações críticas de estabilização; Dia Internacional dos Boinas-Azuis é marcado neste 29 de maio.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.*

As Nações Unidas afirmaram que o objetivo da organização não é somente implementar a política de tolerância zero a casos de abusos sexuais em missões de paz, mas também uma linha de “ocorrência zero”.

Em entrevista à Rádio ONU para marcar o Dia Internacional dos Boinas-Azuis, neste 29 de maio, o subsecretário-geral para Operações de Paz, Hervé Ladsous, disse que é preciso acompanhar os casos e garantir a punição dos agressores.

Coragem

Ladsous afirmou que “o comportamento inteiramente inaceitável de alguns poucos contamina a imagem, a coragem e a grande contribuição da maioria dos boinas-azuis.”

Para o subsecretário-geral, um outro desafio é que países doadores de tropas e policiais nunca aceitaram transferir para as Nações Unidas o poder de investigar ou processar os casos de abusos sexuais.

Mas segundo ele, nos últimos tempos, a ONU decidiu publicar o nome dos países de onde vêm os autores dos crimes, e isso tem levado com que algumas nações investiguem as alegações e processem os casos.

Assistência

Hervé Ladsous diz que tribunais militares devem ser formados, julgamentos e sentenças partilhados. O chefe das Operações de Paz defende que tudo seja feito para ajudar e apoiar as vítimas com toda assistência que necessitam.

As Nações Unidas têm 125 mil boinas-azuis servindo em 16 missões de paz no mundo.

Herois

Este ano, a organização decidiu honrar o trabalho dos herois destas forças e prestar tributo aos 37 militares que morreram em serviço apenas nos quatro últimos meses.

Hervé Ladsous lembrou que a função de boina-azul exige dedicação de um tempo da vida dos soldados a ideais nobres como paz e segurança. Mas nos últimos anos, segundo ele, existem cada vez mais situações de risco e de perigo nas quais a ONU é chamada a atuar.

Somente no ano passado, 129 integrantes das forças de paz perderam a vida. E desde o início da primeira força em 1948, ocorreram quase 3,5 mil óbitos.

*Entrevista à Isabelle Dupuis.

 

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