Iraque: civis fugindo de Falluja precisam de ajuda urgente
BR

26 maio 2016

Coordenadora humanitária da ONU no país alertou que há relatos de pessoas presas dentro da cidade que estão “desesperadas para escapar para segurança, mas não podem”; Lise Grande afirmou que partes em conflito devem fazer “todo o possível” para proteger civis

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.*

Agências humanitárias no Iraque estão alertando que civis em Falluja estão em situação de extremo risco.

Segundo a coordenadora humanitária da ONU no país, Lise Grande, há relatos “aflitivos” de pessoas presas dentro da cidade que estão “desesperadas para escapar para segurança, mas não podem”.

Obrigação

Ela ressaltou que as partes em conflito são “obrigadas a cumprir a lei humanitária internacional” e a fazer “todo o possível” para proteger civis e garantir que eles recebam assistência vital”.

Acredita-se que as pessoas presas no centro da cidade são as que estão em maior risco, impedidas de fugir. Segundo cálculos do Escritório da ONU para Coordenação de Assuntos Humanitários, Ocha, ao menos 50 mil permanecem em Falluja.

Condições Difíceis

Desde 22 de maio, 800 pessoas conseguir chegar a locais seguros, principalmente vindas de áreas periféricas. As poucas que saíram de Falluja relataram as difíceis condições.

Grande citou suprimentos limitados de alimentos, falta de medicamentos e acesso de muitas famílias a apenas fontes sujas e inseguras de água.

Ela afirmou à população de Falluja que os atores humanitários estão fazendo “todo o possível para fornecer assistência aonde eles estiverem e defender sua segurança”.

Condições Difíceis

A ONU e seus parceiros têm equipes humanitárias no terreno e já começaram o fornecimento de comida, água e abrigo.

As Nações Unidas calculam que 10 milhões de pessoas no Iraque precisam de alguma forma de assistência humanitária, incluindo 3,4 milhões que foram deslocadas desde janeiro de 2014.

Emergência

Acredita-se que outras 3 milhões estão sob controle do grupo Estado Islâmico do Iraque e do Levante, Isil.

Desde o início de 2015, mais de 560 mil pessoas desalojadas retornaram a suas casas, muitas em áreas parcialmente ou quase completamente destruídas.

O apelo humanitário de US$ 861 milhões para o Iraque em 2016 está, até o momento, apenas 30% financiado. Instituições parceiras calculam que são necessários US$ 300 milhões até julho para manter a resposta de emergência prioritária em todo o país.

*Apresentação: Michelle Alves de Lima.

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