Sobreviventes de catástrofes humanitárias emocionam Conferência Mundial
BR

24 maio 2016

Testemunhos mencionaram superação e desejo atual de apoiar outros; encontro acabou nesta terça-feira com mais de 1,5 mil promessas de doações para ajudar as pessoas mais necessitadas.

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York. 

Sobreviventes de castástrofes humanitárias, tanto naturais ou causadas pelo homem, fizeram relatos emocionados aos participantes da Conferência Humanitária Mundial.

Eles mencionaram como superaram suas difíceis experiências com o desejo agora de apoiar outros. Os testemunhos foram feitos durante a abertura do encontro.

Paz

Victor Ochen foi criança-soldado no norte de Uganda e falou sobre como cresceu cercado de violência. Aos 13 anos, ele escolheu um caminho diferente, formando um clube em seu campo de refugiados para desencorajar crianças e jovens de se unirem às forças armadas.

Para ele, “a paz vem de dentro”, mencionando “ser humano e agir como humano”.

Victoria Arnaiz-Lanting descreveu sua experiência como sobrevivente do tufão  Haiyan, que atingiu as Filipinas em 2013, afirmando ser “um milagre” ter sobrevivido.

Adeeb Ateeq falou sobre o conflito na Síria. Ele lembrou sua própria experiência ao perder uma perna devido a um explosivo não detonado.

Ateeq afirmou ter decidido usar sua experiência em desminagem para acabar com a perda de vidas, descrevendo uma equipe de voluntários que ele criou para informar os jovens sobre a natureza letal de minas terrestres.

Seu objetivo, ele afirmou, é “salvar as vidas de civis inocentes”.

Humanidade Compartilhada

Também na Conferência, em Istambul, o ator Forest Whitaker descreveu sua expectativa para o encontro: que o evento chamasse “a atenção para a necessidade de se resolver a crise humanitária" de forma coletiva.

Segundo o enviado especial da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco,"juntos, todos podem encontrar soluções para alguns dos problemas enfrentados pelo planeta".

O ator afirmou que um dos slogans da conferência é: "Humanidade Comum Responsabilidades Compartilhadas". Segundo ele, é exatamente isso que os participantes do encontro precisam alcançar.

Cinco Responsabilidades

A Conferência encerrou esta terça-feira com mais de 1,5 mil promessas de doações para ajudar as pessoas mais necessitadas.

No discurso de encerramento, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou  "o mundo tem os recursos, o conhecimento e a consciência para cuidar melhor um do outro". Mas ele afirmou que é necessária ação com base nas cinco principais responsabilidades da Agenda para a Humanidade.

O chefe da ONU citou liderança política para prevenir e acabar com conflitos, cumprir as normas que salvaguardam a humanidade e não deixar ninguém para trás.

As duas últimas responsabilidades são: passar de prestação de ajuda para acabar com qualquer tipo de necessidade e investir na humanidade.

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