Conferência Humanitária encerra com 1,5 mil promessas de doações
BR

24 maio 2016

Secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou que mais de 400 Estados-membros, organizações e grupos assumiram compromissos para ajudar os mais necessitados durante reunião em Istambul, Turquia.

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

A Conferência Humanitária Mundial encerrou esta terça-feira com mais de 1,5 mil promessas de doações para ajudar as pessoas mais necessitadas.

No discurso de encerramento, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou que as promessas continuam sendo feitas, mas até agora, mais de 400 Estados-membros, organizações e outros grupos assumiram compromissos para prestar assistência humanitária.

Recursos e Consciência

Ban disse que “o mundo tem os recursos, o conhecimento e a consciência para cuidar melhor um do outro”. Mas ele afirmou que é necessária ação com base nas cinco principais responsabilidades da Agenda para a Humanidade.

O chefe da ONU citou liderança política para prevenir e acabar com conflitos, cumprir as normas que salvaguardam a humanidade e não deixar ninguém para trás.

As duas últimas responsabilidades são: passar de prestação de ajuda para acabar com qualquer tipo de necessidade e investir na humanidade.

Ban disse que “173 Estados-membros, 55 Chefes de Estado ou de Governos, 350 representantes do setor privado e milhares de pessoas de ONGs e da sociedade civil” participaram do encontro.

Decepcionante

O chefe da ONU disse que ficou orgulhoso com o que foi alcançado e afirmou que a comunidade internacional deve avançar junta na questão humanitária.

Ban disse que foi decepcionante não ver alguns líderes mundiais na conferência, especialmente os do G7, com exceção da Alemanha.

O secretário-geral explicou que eles são um dos doadores mais generosos para o financiamento das ações humanitárias. Mesmo assim, ele pediu mais participação da comunidade internacional, em particular, para soluções políticas.

Ban declarou que as promessas de doações feitas vão ajudar a fornecer educação de qualidade a crianças e jovens em regiões atingidas por crises e aumentar a eficiência e a eficácia dos investimentos em respostas de emergência.

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Cerimônia de encerramento da Conferência Humanitária Mundial, em Istambul, Turquia. Foto: ONU/Eskinder Debebe

Além disso, vão ajudar também a Parceria Global para melhor preparar os 20 países mais pobres e que correm mais risco de enfrentarem crises e ajudar a “Coalizão 1 Bilhão para Resiliência” a mobilizar um bilhão de pessoas a construir comunidades mais seguras e estáveis no mundo.Conselho de Segurança

O chefe da ONU afirmou que as divisões entre os membros do Conselho de Segurança impediram avanços nos últimos anos, não somente em questões importantes como guerra e paz, mas também em assuntos humanitários.

Por isso, Ban fez um apelo especial aos líderes do países que são membros permanentes do Conselho, China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia.

Ele afirmou que a ausência desses chefes de Estado não serve de desculpa para inatividade. Para o secretário-geral, esses líderes têm a responsabilidade de buscar a paz, a estabilidade e de ajudar os mais vulneráveis.

Ban disse que a ação humanitária está na base da Carta das Nações Unidas e na promessa compartilhada de segurança, desenvolvimento sustentável e direitos humanos para a população mundial.

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