Protestos violentos no Quénia geram reação do Escritório de Direitos Humanos

24 maio 2016

Três pessoas foram mortas a oeste do país e outra foi morta por um polícia em Kisumu; houve feridos nos dois locais; autoridades precisam garantir que nova onda de violência não ocorra; secretário-geral encontra-se com vice-presidente.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova Iorque. 

O aumento da violência durante protestos a decorrer no Quénia está a preocupar o Escritório de Direitos Humanos da ONU, que se pronunciou sobre o assunto esta terça-feira.

Pelo menos três pessoas foram mortas, duas após levarem tiros da polícia, na cidade de Siaya, a oeste do país e perto da fronteira com Uganda. Em outra localidade, Kisumu, uma pessoa foi morta por um polícia.

Sem Violência

Os protestos eclodiram em várias cidades no Quénia, a incluir a capital Nairobi. O Escritório de Direitos Humanos da ONU faz um apelo às autoridades do país, para garantir que os actos de violência não se repitam. É necessário também respeitar o direito da população de se manifestar de forma pacífica.

Aos que vão às ruas protestar, o pedido é para que não se envolvam em violência, já que isto tem ocorrido nos últimos dias e na semana passada. As autoridades e os organizadores dos protestos necessitam garantir que todos estejam protegidos da violência, sem reações exageradas.

Investigação

O Escritório menciona “vídeos perturbadores e fotografias” que mostram integrantes das forças de segurança do Quénia a bater de forma violenta nos manifestantes. As ações, ocorridas a 16 de maio, levantam sérias questões sobre o respeito às leis internacionais de segurança. A nota reconhece no entanto, a promessa do governo de investigar os incidentes.

O vice-presidente do Quénia, William Ruto, teve um encontro com o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon. A reunião decorreu em Istambul, na Turquia, às margens da Conferência Humanitária Mundial.

Dadaab

Ban e Ruto trocaram visões sobre paz, segurança e desafios humanitários em países como Somália, Sudão do Sul e Burundi. O chefe da ONU expressou sua preocupação com a intenção do Quénia de fechar o maior campo de refugiados do mundo, Dadaab.

Ban Ki-moon reafirmou ao vice-presidente o papel humanitário do país e destacou as possíveis consequências devastadoras de se fechar o local, que abriga centenas de milhares de pessoas. Outro assunto discutido com Ruto foram as eleições marcadas para 2017.

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