Conselheiro de enviado especial à Síria quer fim de violação das leis humanitárias
BR

24 maio 2016

Jan Egeland diz à Rádio ONU, durante conferência em Istambul, que os líderes internacionais devem suspender ajuda em dinheiro ou armas a países e grupos que estão “sistematicamente violando as leis de conflito armado, bombardeando hospitais e abusando de mulheres e crianças”.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.*

A Conferência Humanitária Mundial, que ocorre em Istambul, na Turquia, deve levar líderes internacionais a tomarem medidas concretas para ajudar as populações que precisam de socorro.

A declaração foi feita à Rádio ONU pelo conselheiro especial para a Síria, Jan Egeland, que participa do evento na cidade turca.

Proteção

O conselheiro disse esperar que ao voltar para seus países, os chefes de Estado e governo reflitam sobre o fim da assistência financeira ou em armas a países e grupos que “violam sistematicamente as leis de conflito armado com bombardeios a hospitais e abusos a mulheres e crianças.”

Jan Egeland afirmou que existe uma grande distância entre as resoluções do Conselho de Segurança que exigem a proteção de civis e o que acontece no campo de batalha. Para ele, é preciso haver uma mudança na forma como as medidas são respeitadas na prática por grupos armados e ativos em conflitos.

Egeland encerrou a entrevista falando sobre as promessas de aumentar o financiamento para o trabalho humanitário. Ele pediu aos governos que deixem suas fronteiras abertas para a entrada de asilados e refugiados.

Diferença

Ele criticou o fato de ainda haver em 2016 situações como Síria, Iêmen e Iraque, e disse que é preciso reconhecer a diferença que milhares de trabalhadores humanitários fazem em todo o mundo.

Jan Egeland informou que uma reunião na quinta-feira, em Genebra, deve discutir a dificuldade de levar ajuda humanitária a várias áreas sitiadas na Síria.

*Com reportagem das enviadas especiais à Turquia, Stephanie Coutrix, Elena Vapnitchnaia e Reem Abaza.

 

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