OMS: febre-amarela é "importante fator de preocupação" em Angola

20 maio 2016

Transmissão persiste em Luanda após imunização de milhões de pessoas; agência destaca novas áreas com pacientes e ameaça de alastramento para países vizinhos.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

A febre-amarela continua a ser um importante fator de preocupação em Angola. O atual surto, que começou em dezembro, já registou 2.440 casos e 298 mortos em todo o país.

Numa atualização publicada esta sexta-feira, a Organização Mundial da Saúde, OMS, destaca que a transmissão persiste em Luanda. Mais de 7 milhões de pessoas foram vacinadas em todo o território angolano.

Países

Sete províncias já registaram pacientes e a doença continua a estender-se a novas áreas com ameaça de chegar aos países vizinhos.

Casos importados de Angola foram identificados na República Democrática do Congo, RD Congo, que já teve um total de 39 pacientes. A China, com 11 casos, e o Quénia com 11 pacientes estão na mesma situação.

A OMS revela que o cenário destaca haver um "risco de expansão internacional através de viajantes não imunizados". O Uganda confirmou 7 dos 60 casos suspeitos que entretanto não estão associados à epidemia angolana.

Transmissão

O sistema de vigilância é considerado pouco adequado para identificar novos focos ou áreas onde surgem casos. Na província de Cabinda, aumentou o índice de suspeitas de "um alto índice de transmissão em áreas de difícil acesso".

Esta quinta-feira, o impacto da febre-amarela em Angola foi o destaque da reunião do Comité de Emergência da OMS, em Genebra.

Vigilância

Os especialistas revelaram que os surtos urbanos representam graves riscos nacionais e internacionais. O comité definiu como ações imediatas para os países afetados que estas acelerem a vigilância, a vacinação em massa e a comunicação sobre riscos.

São também necessárias ações tais como mobilizar as comunidades e as medidas de controlo de vetores além da gestão de casos tanto em Angola como  na RD Congo.

O outro pedido é que todos os viajantes estejam vacinados, especialmente os trabalhadores migrantes que entram ou saem das nações que reportaram casos.

O grupo disse que é preciso gerir rapidamente qualquer nova importação de febre-amarela com uma avaliação cuidadosa da atual resposta e expandir rapidamente a capacidade de diagnóstico e de confirmação da doença.

*Apresentação: Denise Costa.

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