Menores refugiados são cinco vezes mais propensos a estar fora da escola

20 maio 2016

Metade das crianças forçadas a deslocar-se estão na escola primária e um quarto dos adolescentes estuda no secundário; Acnur e Unicef querem acabar com pretextos para que crianças e adolescentes na situação estejam fora do ensino.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.  

Crianças e adolescentes refugiados são cinco vezes mais propensos a estar fora da escola que outras que não estão na situação, revela um estudo publicado na preparação da Conferência Humanitária Mundial da próxima semana em Istambul.

Metade de crianças refugiadas está fora da escola, comparada aos 9% dos menores fora do estatuto. Quanto aos adolescentes refugiados, 75% estão fora do ensino, ao contrário de 17% que não vivem nessa situação.

Conferência 

As agências defendem que são "negligenciadas as complexas necessidades de educação dos que foram forçados a fugir das suas casas, comprometendo o futuro das gerações inteiras".

O trabalho divulgado envolveu o Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur, e a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco.

Escola Primária 

Em 2015, foi registado um total de 60 milhões de pessoas que foram forçadas a deixar as suas casas em todo o mundo. O nível é o mais alto desde o fim da Segunda Guerra Mundial.

O "Documento de Orientação 26" revela que entre os refugiados, 50% das crianças estão na escola primária e um quarto dos adolescentes estuda no ensino secundário.

Emergência

A recomendação é que seja dado acesso à educação de qualidade a todos os menores deslocados e refugiados, desde que inicia uma emergência e em situações de deslocamento a longo prazo.

O apelo aos países e aos seus parceiros é que garantam a inclusão urgente no ensino dos menores e jovens deslocados internos e candidatos a asilo. São também necessários planos de ensino e uma melhor recolha de dados.

Educação de Qualidade 

Em relação aos fundos, o estudo recomenda que estes sejam canalizados "com cuidado para garantir uma educação de qualidade" aos que foram forçados a deslocar-se.

As agências também pedem que seja estendido o acesso à educação formal com a inclusão de refugiados nos sistemas nacionais de educação.

Professores e Currículos 

Os recursos devem ser usados para permitir meios de educação acelerados e flexíveis, a formação de professores e a garantia do uso dos currículos e das línguas adequados no ensino.

Em meados do ano passado, 15 milhões de refugiados estavam sob cuidados do Acnur, mais 5 milhões em relação a 2010.

A percentagem de refugiados menores ultrapassou 60% em países como Egito, Níger, Sudão do Sul, Síria e Uganda.

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