General brasileiro faz balanço positivo da ação das tropas na ONU no Haiti
BR

19 maio 2016

Comandante das forças internacionais revela ter esperanças para estabilização com segunda volta das eleições presidenciais em outubro; inteligência militar investiga ataque que esta semana matou sete pessoas numa cidade do sul.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova York.*

O comandante brasileiro que lidera as forças da Missão das Nações Unidas no Haiti, Minustah, faz um balanço positivo dos 12 anos de atuação das tropas internacionais no país.

Falando à Rádio ONU, em Nova York, o general Ajax Porto Pinheiro, disse que há incertezas devido à situação eleitoral. A segunda volta das eleições presidenciais deve ocorrer nos próximos quatro meses, após ter sido cancelada em janeiro.

Estabilidade

Com a previsão da saída de todas as forças da ONU, até abril de 2017, o general avalia que a situação do Haiti "avançou como um todo" desde que estas chegaram ao país em 2004.

"A missão está prestes a ser encerrada com um saldo muito positivo, que é a pacificação do país e a implantação de um processo de estabilidade das instituições políticas que é onde nós queremos chegar. Esperamos que esse objetivo seja alcançado em outubro, que é onde acreditamos que ocorrerão as eleições finalmente."

Instabilidade

O país tem um governo provisório e enfrenta crises nas áreas econômica e social. Para o general, esse cenário piora a instabilidade que começou em dezembro com a preparação da votação.

Um dos maiores desafios foi um ataque de homens armados onde morreram pelo menos sete pessoas na segunda-feira em Les Cayes, numa das principais cidades do país.

Incidentes e Perseguições

"Falou-se no início que eram 100, mas hoje já se chega de em torno de 50. Às três horas de domingo para segunda-feira eles atacaram um posto policial. O resultado disso tudo foram vários feridos e um policial morto. Seis dos rebeldes morreram ou no momento do ataque ou em incidentes e perseguições posteriores. Vários feridos, 20 fuzis sendo 19 calibre 12, sete pistolas foram roubadas, alguns dos rebeldes já estão presos. Eles já estavam treinando há um ano numa base muito próxima do local onde eles atacaram."

O general disse que um serviço de inteligência militar está em ação para prevenir esse tipo de eventos.

As forças da Minustah trabalham com a polícia haitiana em operações de patrulha.

*Apresentação: Laura Gelbert.

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