China e Índia seriam os mais atingidos por choque no preço global de alimentos

19 maio 2016

Maioria dos países com maior risco está em África; Programa da ONU para o Meio Ambiente e instituição de pesquisa Global Footprint Network citam Brasil como uma das nações que se beneficiariam com aumento dos preços de produtos alimentares básicos.

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Um relatório lançado na quarta-feira pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Pnuma, e a instituição de pesquisa Global Footprint Network afirmou que se os preços globais dos alimentos duplicassem, a China poderia perder US$ 161 mil milhões no Produto Interno Bruto, PIB.

Já a Índia poderia perder US$ 49 mil milhões. O documento contém uma tabela que classifica os países de acordo com o custo dos prejuízos se esta situação ocorresse.

África

Segundo o relatório, 17 dos 20 países com maior risco em relação a um choque de preço de alimentos estão em África.

Em termos de maior percentual de perda para o PIB, as cinco nações que seriam mais afetadas se os preços de matérias-primas alimentares duplicassem estão no continente: Benim, Nigéria, Cote d’Ivoire, Senegal e Gana.

No entanto, nesta situação a China, seguida da Índia, seria o país que perderia a maior quantia.

Desequilíbrio

De acordo com o documento, no futuro o mundo provavelmente vai sofrer com preços mais altos e voláteis dos alimentos. Isto seria resultado de um crescente desequilíbrio entre a demanda e suprimento de comida.

O crescimento das populações e as rendas vão intensificar a procura por alimentos enquanto a mudança climática e a escassez de recursos vão prejudicar a produção de comida.

Brasil

Entre outras conclusões, o relatório afirma que Paraguai, Uruguai, Brasil, Austrália, Canadá e Estados Unidos são os que mais se beneficiariam de um aumento acentuado nos preços dos produtos alimentares básicos.

De forma geral, Egito, Filipinas e Marrocos poderiam sofrer mais com a situação em termos do impacto combinado no PIB, no equilíbrio das contas e na inflação.

O documento conclui ainda que, globalmente, em termos absolutos, os efeitos negativos de um choque de preços dos alimentos superam massivamente os efeitos positivos.

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