Devido à febre-amarela, Angola recebe visita de representantes da ONU

16 maio 2016

Directora do Unicef para África Austral e representante regional de Coordenação de Assuntos Humanitários chegam ao país para checarem acções na resposta ao surto; impactos do El Niño também estão a ser avaliados.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O surto de febre-amarela em Angola levou a directora do Unicef para África Austral e Oriental e o representante regional da ONU para Coordenação de Assuntos Humanitários a iniciar esta segunda-feira uma visita ao país.

Leila Pakkala e Pete Manfiel ficam em Luanda até quarta-feira, onde conhecem as ações de apoio ao governo na resposta à doença. Os impactos do fenómeno El Niño no sul de Angola também estão a ser avaliados. A dupla será recebida na terça-feira pelo vice-presidente da República, Manuel Domingos Vicente.

Desnutrição

A visita dos representantes do Unicef e do Ocha serve ainda para reafirmar o compromisso das Nações Unidas em apoiar o governo no desenvolvimento das crianças angolanas. A preocupação é especialmente com aquelas que vivem situação de emergência, como a seca e o surto de febre-amarela.

Segundo o Unicef, 756 mil crianças são afectadas pela seca causada pelo El Niño. Dentre elas, quase 96 mil sofrem de desnutrição aguda grave. O sistema da ONU em Angola já está a realizar intervenções com o governo nacional e com autoridades das províncias de Cunene, Namibe e Huíla, as mais afectadas. As intervenções de resposta à seca são financiadas pelo Ocha.

Vacinas

Por sua vez, o Unicef tem ações ligadas aos sectores de saúde, nutrição, água e saneamento. As medidas incluem reabilitação de bombas manuais e distribuição de 17 toneladas de artigos para água, saneamento e higiene. A prioridade são as famílias com crianças a sofrer de má nutrição.

O Unicef já adquiriu 46 mil caixas de produtos para tratar casos de malnutrição e está a treinar técnicos no Programa Terapêutico de Tratamento Ambulatório.

Sobre o combate à febre-amarela, o Unicef e a Organização Mundial da Saúde, OMS, estão a apoiar a aquisição de vacinas e a obtenção de caixas para conservação e transporte de vacinas.

Segundo a OMS, a capital Luanda concentra 70% dos casos de febre-amarela, na epidemia que tem em todo o país mais de 2,2 mil suspeitas e 293 mortes desde dezembro.

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