Onusida elogia decisão da África do Sul de tratar todos os seropositivos

16 maio 2016

Agência chama "passo corajoso" recente aprovação de política que deve entrar em vigor em setembro; país registou 3,5 milhões de pessoas a viver com o vírus; tratamento para prevenir o HIV pode ser alargado no país.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O diretor executivo do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Sida, Onusida, considerou um "passo corajoso" a aprovação de uma nova política da África do Sul para tratar todos os infetados a partir de setembro.

O Parlamento aprovou a medida que faz parte do novo orçamento do governo apresentado na semana passada.

Tratamento

Para a agência, as autoridades deram um "anúncio inovador" que alinha a África do Sul às recentes diretrizes da Organização Mundial de Saúde, OMS, sobre o tratamento do grupo de pacientes.

A agência destaca que o país já tem o maior programa de tratamento do mundo, e é uma das primeiras nações africanas a adotar formalmente a política.

Cerca de 3,5 milhões de pessoas vivem com o vírus da Sida no território sul-africano, onde somente em 2013 ocorreram  perto de 340 mil novas infeções.

Tratamento Global

Michel Sidibé lembrou a visão da ONU da Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável, ao revelar que o governo sul-africano fez uma "grande mudança de política" que ajuda o mundo a caminhar para a meta de acelerar o tratamento global.

Na nota, o Onusida destaca que as autoridades sul-africanas incentivam os que não vivem com o vírus a ser testados uma vez por ano. A ação estende-se também aos que não conhecem o seu estado.

Os pacientes já não devem passar primeiro por um teste CD4, para contar o  número de células do sistema imunológico e determinar se podem passar para o tratamento. O Onusida disse que os HIV-positivos vão passar a ter tratamento o mais cedo possível após o diagnóstico.

A agência defende que o "grande avanço" surge meses após o anúncio do início do tratamento para evitar que pessoas sejam contaminadas com o HIV após terem sido expostas. A profilaxia pré-exposição, PrEP,  será oferecida a trabalhadores do sexo em 10 programas sobre o grupo, a partir de junho.

A África do Sul também foi elogiada por avaliar uma possível expansão do tratamento para prevenir o HIV em mulheres jovens vulneráveis, após lições aprendidas de projetos experimentais.

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