Chefe da OIM defende esforços para compreender melhor os migrantes

16 maio 2016

William Lacy Swing destaca efeitos da migração que incluem promover conhecimentos, competências e novos empregos; Conferência Humanitária Mundial quer angariar apoio para mais de 125 milhões de necessitados.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Num artigo por ocasião da Conferência Humanitária Mundial, a decorrer a 23 e 24 de junho, o diretor geral da Organização Internacional para Migrações, OIM, reitera que o mundo deve procurar perceber melhor a situação do grupo.

A expectativa de William Lacy Swing é que a atual crise migratória tenha fim gradual tal como ocorreu com a "queda do Muro de Berlim, o fim do apartheid, e a chegada da paz nos Balcãs".

Istambul

De acordo com as Nações Unidas,  o mundo tem 60 milhões de desalojados ou refugiados, o número mais alto dos últimos tempos. Na preparação do evento agendado para Istambul, a organização chama a atenção para 125 milhões pessoas que carecem de auxílio em todo o planeta.

O pedido do chefe da OIM é que sejam abertos "novos caminhos" através do diálogo em prol da sustentabilidade. Lacy Swing pediu firmeza nas ações para corrigir situações que desafiam o grupo.

Países de Origem

O representante destacou fatores como conflitos, desastres naturais, mudanças climáticas e o fosso entre ricos e pobres que obrigam milhões de pessoas a deixar os seus países de origem. Outros milhões optam por migrar em busca de trabalho, de juntar-se às famílias ou de aventuras.

O responsável sublinhou que ninguém deve ser deixado para trás na solução das injustiças. Ele frisou que migrantes são mais determinados e estimulam a demanda além de novos conhecimentos, competências, serviços e empregos.

Swing ressaltou que o valor total das remessas de migrantes é muito maior do que qualquer ajuda externa ao desenvolvimento.

O Banco Mundial calcula que US$ 601 mil milhões tenham sido recebidos por famílias de migrantes no último ano. Desse valor, US$ 441 mil milhões devem entrar nas nações em desenvolvimento.

Swing destaca que a migração não é um problema mais um "desafio e solução".

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