Conselho de Segurança condena ataques terroristas do Boko Haram
BR

13 maio 2016

Declaração feita pelo presidente do órgão refere-se à violência, violações de direitos humanos e da lei humanitária internacional na região do Lago Chade. 

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

Uma declaração presidencial do Conselho de Segurança condenou, na tarde desta sexta-feira, ataques terroristas do movimento islâmico Boko Haram na região do Lago Chade, na África Ocidental.

No documento, o Conselho enumera atos de violência e terror, além de violações dos direitos humanos e da lei humanitária internacional. Entre os crimes estão assassinatos especialmente de crianças e mulheres, sequestros, estupros, destruição de propriedades e recrutamento de crianças-soldado, entre outros.

Dormitórios

Os 15 países-membros do órgão da ONU afirmaram que estão “profundamente preocupados” com ações que continuam a minar a paz e a estabilidade no oeste e centro da África.  O Conselho também se diz alarmado pela associação com o grupo autoproclamado Estado Islâmico ou Daesh.

Na declaração, o Conselho pede a libertação imediata e sem imposição de condições de todos os sequestrados pelo grupo incluindo 219 alunas da cidade de Chibok, na Nigéria. Elas foram retiradas de seus dormitórios pelos criminosos do Boko Haram à força em abril de 2014.

Para o Conselho de Segurança da ONU alguns atos podem ser considerados crimes contra a humanidade e de guerra.

Casas

A violência do grupo islâmico já causou mais de 2,2 milhões de nigerianos a saírem de suas casas e mais de 450 mil pessoas se tornaram deslocados internos. Eles se refugiaram nos Camarões, no Chade e no Níger.

Os países-membros do Conselho saudaram a iniciativa do presidente da Nigéria, Muhammadu Buhari, por convocar o Segundo Encontro de Cúpula de Segurança Regional no último dia 14 para avaliar a resposta da região à ameaça imposta pelo Boko Haram.

O órgão da ONU também apoia a Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental, Cedeao, e a Comunidade dos Países da África Central  em coordenação com a União Africana para acelerar uma estratrégia comum de combate ao problema.

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