OMS vê risco de contaminação de febre-amarela a vizinhos de Angola

13 maio 2016

Luanda acumula mais de 70% dos casos da doença; agência ajudou às autoridades sanitárias com 11,7 milhões de doses de vacinas; RD Congo, Quénia e China confirmam casos importados do território angolano.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque. 

A Organização Mundial da Saúde, OMS, revelou esta quinta-feira que o surto da febre-amarela em Angola continua a ser um motivo de "grande preocupação" com a continuação das transmissões em Luanda.

Sete de cada 10 pacientes do país estão na capital angolana. De acordo com a mais recente atualização, a epidemia registou 2.267 casos suspeitos e 293 mortes desde o início em dezembro.

Imunização

A agência disse ter enviado 11,7 milhões de doses de vacinas para o país, onde a transmissão ocorre em pelo menos 14 das 18 províncias. A imunização chegou a mais de 7 milhões de pessoas.

O receio da OMS é com o "alto risco" de alastramento da doença para os países vizinhos. A Namíbia e a Zâmbia, que ainda não tiveram casos, partilham fronteiras porosas e problemas de controlo fronteiriço.

Risco

Três nações confirmaram casos de febre-amarela importados de Angola. Trata-se da República Democrática do Congo, com 39 casos, do Quénia com dois e da China com 11 pacientes. Muitos são trabalhadores chineses que estão em Angola.

Para a agência, a situação faz prever um risco de propagação internacional através de viajantes não imunizados. O Uganda tem 51 casos suspeitos que não são associados a Angola.

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