Síria: primeiros dias de maio “decepcionantes” para ajuda humanitária
BR

12 maio 2016

Avaliação é de Jan Egeland,  conselheiro do enviado especial da ONU para a Síria; para ele, colapso da suspensão de hostilidades foi “catástrofe” para a área; trégua será um dos principais assuntos da próxima reunião do Grupo Internacional de Apoio à Síria, em Viena.

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

“O colapso da suspensão de hostilidades foi uma catástrofe para o trabalho humanitário”, segundo Jan Egeland, conselheiro do enviado especial da ONU para a Síria, Staffan de Mistura.

Egeland falou com jornalistas em Genebra, onde estão sendo realizadas as conversas entre os sírios, com forças-tarefa para assuntos políticos e humanitários.

Decepção

Segundo o conselheiro, os primeiros 10 dias de maio foram “decepcionantes” para o trabalho humanitário na Síria. A falha na trégua tornou a entrega de assistência "perigosa e difícil de ser planejada".

Egeland afirmou que março havia sido um bom mês, com “muito poucas pessoas deslocadas e muito poucos trabalhadores humanitários atacados ou atingidos por bombas”.

Abril, no entanto, teria sido um mês “terrível”, com funcionários da área mortos em muitos lugares sendo os trabalhadores de saúde os mais atingidos.

Recentemente, segundo o conselheiro, a situação tem variado de lugar a lugar, mudando constantemente, o que dificulta muito o planejamento para os próximos dias.

Alepo

Comboios humanitários têm permissão para chegar a menos da metade das 905 mil pessoas que esperavam servir este mês. Ainda não há autorização para ir a todos os locais em Alepo, onde as pessoas estão em grande necessidade.

No entanto, nesta quinta-feira, a primeira missão de avaliação humanitária está a caminho de Daraya. Segundo  Egeland, este é provavelmente o local com as maiores necessidades não atendidas.

Missões

Missões de avaliação semelhantes ou de assistência estão planejadas para os próximos dias em todas as áreas sitiadas que ainda não foram alcançadas, incluindo Duma, Erbin, Zamalka e Zabadin.

Egeland afirmou que todos esses locais podem ser cobertos nos próximos 10 dias. Para ele, estas missões são “o primeiro passo, mas não há garantias” de que a ajuda vá começar a ser entregue.

Minas

Avaliação sobre minas foi realizada pela primeira vez na Síria, embora sua remoção ainda não tenha sido permitida.

Já Staffan de Mistura explicou que a suspensão de hostilidades será um dos principais assuntos da próxima reunião do Grupo Internacional de Apoio à Síria, em Viena.

O grupo, formado pela ONU, a Liga Árabe, a União Europeia, os Estados Unidos, a Rússia e outros 16 países, tem buscado o fim da crise na Síria nos últimos meses.

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