ONU: crescimento global fraco continua em 2016
BR

12 maio 2016

Segundo relatório lançado nesta quinta-feira, há pouca perspectiva de virada este ano; documento destaca crise econômica no Brasil; contração de 3,4% é projetada para o país.

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

A atividade econômica mundial permanece fraca, com baixa perspectiva de virada este ano, segundo o relatório Situação Econômica Mundial e Perspectivas a partir de meados de 2016

De acordo com o relatório,lançado nesta quinta-feira, o Produto Mundial Bruto,  vai crescer apenas 2,4% este ano, no mesmo ritmo que 2015. Isto marca uma redução de 0,5% em relação às previsões da ONU divulgadas em dezembro do ano passado.

Equilíbrio

O crescimento global está projetado em 2,8% em 2017, permanecendo abaixo dos níveis pré-crise.

O lançamento do documento ocorreu na sede da ONU em Nova York. No evento, o secretário-geral assistente do Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU, Lenni Montiel, afirmou que o relatório destaca a necessidade de uma “combinação de políticas mais equilibradas”.

Isto, segundo Montiel, serviria para “rejuvenescer o crescimento global” e criar um ambiente propício para o sucesso da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

Brasil

O relatório afirma que as “perspectivas econômicas para a América Latina e o Caribe se deterioraram nos últimos seis meses”, enquanto a região sentiu o impacto de preços de commodities mais baixos e saída significativa de capital.

Em alguns casos, o documento cita também políticas monetárias e fiscais “mais apertadas”. Em geral, as previsões para o Produto Interno Bruto, PIB, dos países foram revistas para baixo, especialmente para as economias dependentes de commodities na América do Sul.

O Brasil, segundo o relatório, está “atolado em uma recessão mais profunda do que a esperada”. Uma contração de 3,4% é projetada para o país, “refletindo uma profunda crise política, inflação crescente, déficit fiscal e altas taxas de juros”.

Rússia

O documento também destaca crise econômica prolongada no Brasil e na Rússia, com propagação regional.

Na Rússia, a previsão é de que o PIB tenha retração de 1,9% em 2016 devido ao aperto fiscal, declínio no consumo e investimento privados e sanções internacionais.

Países Menos Desenvolvidos

Já o crescimento do PIB nos países menos desenvolvidos deve chegar a 4,8% em 2016 e 5,5% em 2017, abaixo da meta de pelo menos 7%, como está previsto no Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 8.

Segundo o relatório da ONU, isto pode colocar em risco gastos públicos “muito necessários” em educação, saúde, adaptação à mudança climática e redução da pobreza.

Em termos per capita, a desaceleração do crescimento do PIB em muitas regiões em desenvolvimento é particularmente forte. Na África, por exemplo, a expectativa média de crescimento per capita do PIB é de apenas 0,4% entre 2015 e 2017.

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