Em Maputo, lusófonos revelam práticas sobre património cultural imaterial

12 maio 2016

Técnicos de Angola e Cabo Verde falaram à Rádio ONU dos desafios e sucessos; países africanos de língua oficial portuguesa avaliam implementação da convenção para proteger património cultural imaterial.

Ouri Pota, da Rádio ONU em Maputo.

Maputo acolhe até sexta-feira, o seminário que avalia uma iniciativa dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa, Palop, sobre a implementação da Convenção de 2003.

A Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, apoia o encontro, que faz parte do projeto para reforçar as capacidades de salvaguarda do património cultural imaterial, PCI, nos lusófonos africanos.

Cultura em Cabo Verde

Falando a jornalistas, Sandra Mascarenhas, diretora do Património Cultural Imaterial de Cabo Verde, citou as expressões culturais cabo-verdianas já inventariadas.

“Aspetos ligados as festas de romarias, reza, danças tradicionais, jogos tradicionais, técnica de produção de aguardente, de queijo, parteira tradicional. E o maior ganho de todo este processo, para São Tomé, Moçambique e Angola será a mesma coisa, é justamente o facto de estas comunidades aparecerem como protagonistas deste processo, só a partir dai é que nós conseguimos realmente idealizar a salvaguarda do património imaterial com as comunidades.”

Desafios de Angola

Já o chefe Departamento do Instituto Nacional do Património Cultural em Angola, Victor Suama, fala dos desafios ligados aos idiomas falados no seu país.

“Em termos de património imaterial, Angola já esta a um passo, estamos inventariar a gastronomia, as danças, as músicas. Outro desafio que nós temos agora é a questão das línguas nacionais, que nós consideramos como património cultural imaterial.”

O encontro de avaliação vem na sequência de formações realizadas nos Palop com a contribuição da agência das Nações Unidas.

 

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